Da Redação Olhar Informação
A movimentada Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, ganhou um tom diferente nesta segunda-feira. Entre o fluxo constante de pedestres e trabalhadores, a Van Rosa, do programa SER Família Mulher, estacionou para transformar o cenário urbano em um espaço de acolhimento e conscientização. A ação, promovida pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), busca romper o silêncio que muitas vezes envolve a violência doméstica.
Muito mais do que uma unidade móvel, a Van Rosa funciona como uma ponte entre as vítimas e a rede de proteção do Estado. A equipe técnica orienta sobre como identificar as diversas faces da violência — que vai muito além da agressão física — e apresenta os caminhos seguros para denúncia e suporte.
Acolhimento Itinerante: A Estratégia que Desconstrói o Medo em 142 Municípios
"Levar a Van Rosa para espaços públicos é uma forma de ampliar o alcance das orientações e mostrar que as mulheres não estão sozinhas", afirmou Salete Morochoski, secretária adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres.
A iniciativa não se restringe à capital. O cronograma de atendimentos é desenhado para percorrer todos os 142 municípios de Mato Grosso, fortalecendo as redes locais através dos CRAS e CREAS. Para muitas mulheres, como a vendedora Elaine Ferreira, que trabalha na região central, a presença física do Estado na praça é o que falta para quebrar o ciclo de dependência.
"Muita gente pensa que violência é só bater, mas existe também a violência psicológica", relatou Elaine, destacando que o apoio financeiro e o auxílio-moradia oferecidos pelo programa são decisivos para quem precisa deixar um ambiente de risco para recomeçar.
O Programa SER Família Mulher em Números e Ações:
Orientação Semanal: Ações fixas todas as segundas-feiras na Praça Ipiranga.
Alcance Estadual: Mobilização disponível para solicitação de todas as prefeituras de MT.
Auxílio-Moradia: Suporte financeiro para vítimas que precisam sair de casa para garantir sua segurança.
Rede Integrada: Encaminhamentos diretos para assistência social, jurídica e psicológica.
A conscientização coletiva, alcançando inclusive os homens que transitam pelo local, é o pilar central da ação. O enfrentamento à violência de gênero deixa de ser uma pauta privada e assume seu papel de responsabilidade social e pública.
Este texto reflete o compromisso com a cidadania e a segurança das mato-grossenses. Olhar informação é o primeiro passo para a mudança!
