Num artigo da Psychology Today publicado em 4 de dezembro de 2025, Rabiya Karamali destaca a importância da esperança coletiva e da conexão diária para reconstruir a nossa capacidade de ter esperança.
Karamali observa que muitas pessoas se sentem sobrecarregadas e incertas sobre o impacto das suas ações.
Este sentimento está ligado ao que os psicólogos chamam de 'sentido de importância' — sentir-se valorizado e saber que as suas contribuições fazem a diferença.
Quando isso se esgota, as pessoas retiram-se da vida comunitária.
Karamali refere pesquisas que indicam que a desconexão social é uma crise de saúde pública, ligada ao aumento da depressão, ansiedade e mortalidade precoce.
As pessoas sentem-se substituíveis e negligenciadas, levando a um sentimento de invisibilidade que tem consequências nefastas.
No entanto, fortalecer o sentido de importância pode restaurar a esperança.
As pessoas sentem que importam quando são notadas, respeitadas e valorizadas.
A ausência disso leva à internalização de 'Eu não sou necessário aqui', o que diminui a motivação e a esperança.
A esperança não é apenas um traço individual, mas cresce quando as pessoas se sentem contadas, necessárias e capazes de moldar resultados juntas.
A esperança coletiva manifesta-se em pequenas trocas após desastres naturais, promovendo a conexão e o avanço.
A pandemia de COVID-19 demonstrou que a crença partilhada e a ação coletiva podem mudar resultados.
Karamali argumenta que a conversa pública muitas vezes negligencia o custo emocional do fracasso institucional e da polarização, levando as pessoas a retirarem-se da participação.
Ela levanta a questão de como restaurar as condições sociais que permitem às pessoas permanecerem envolvidas, esperançosas e conectadas.
Essa restauração começa com o design de escolas, locais de trabalho e sistemas cívicos que enfatizam a conexão humana.
Karamali sugere cultivar experiências diárias de sentido de importância através de cinco práticas: reconhecimento visível, criação de espaços para contribuição, reconstrução de pequenos círculos de conexão, reconhecimento do trabalho de cuidado e interrupção da invisibilidade.
A esperança coletiva é construída através de experiências repetidas de ser visto, contado e necessário, permitindo que as pessoas participem da esperança.
O artigo incentiva a construção de comunidades onde cada pessoa é reconhecida como valiosa e capaz de contribuir para o nosso futuro comum.
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