Michiko Kimura Bruno, escrevendo para a Psychology Today em 13 de dezembro de 2025, explora por que as pessoas permanecem em silêncio e os custos associados a isso.
O cérebro pode escolher o silêncio como uma estratégia de sobrevivência em situações sociais, priorizando a segurança e a conservação de energia. Deixar coisas por dizer, no entanto, pode levar à desconexão, desengajamento e afastamento a longo prazo.
A autora sugere que, ao se manifestarem, os indivíduos devem ser curiosos, buscar o entendimento mútuo em vez de almejar vitórias e se sentirem confortáveis com a dissensão e o desconforto.
Ler sinais não verbais, examinar preconceitos pessoais, praticar a empatia e evitar suposições de que o silêncio implica concordância também são cruciais.
O artigo destaca que nossos cérebros avaliam constantemente o risco e a segurança.
Ser julgado ou rejeitado pode parecer uma ameaça ao pertencimento, levando ao silêncio como resposta padrão.
A cultura também desempenha um papel, com a harmonia sendo um valor moral em algumas sociedades, onde a dissensão pode ser vista como desrespeitosa.
Recuar também pode ser uma questão de eficiência, onde os indivíduos pesam os custos e benefícios de se manifestar.
Pensamentos e emoções não expressos podem acumular tensão, levando ao desengajamento e a interpretações errôneas.
Não articular os pensamentos pode dificultar seu refinamento, pois a linguagem é uma ferramenta para pensar.
Para melhorar a comunicação, a autora aconselha compartilhar perspectivas com calma, evitar discussões repetidas, esclarecer objetivos, fazer perguntas esclarecedoras, reformular a discordância e tolerar o desconforto.
Entender o que não é dito envolve ler sinais não verbais, reconhecer que o silêncio não é consentimento, convidar diferentes perspectivas, verificar preconceitos e praticar a empatia.
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