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VARIEDADES Terça-feira, 30 de Dezembro de 2025, 00:49 - A | A

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Inteligência artificial

IA cria "Dieta Modern": Novo padrão alimentar reduz em 36% o risco de demência

Da Redação

Desenvolvido por cientistas chineses com auxílio de aprendizado de máquina, modelo supera dietas tradicionais ao identificar padrões neuroprotetores específicos.

CIÊNCIA & SAÚDE – Uma nova fronteira na prevenção de doenças neurodegenerativas acaba de ser aberta pela inteligência artificial. Pesquisadores das universidades de Fudan e Zhejiang, na China, em colaboração com institutos internacionais, desenvolveram a dieta MODERN (Machine-learning Optimized Dietary Intervention against Dementia Risk), um modelo alimentar personalizado capaz de reduzir drasticamente as chances de desenvolvimento de demência.

Os resultados da pesquisa, publicados na prestigiada revista Nature Human Behavior, surgem como uma resposta à carência de tratamentos curativos para o declínio cognitivo. "Nosso estudo foi motivado pela necessidade urgente de estratégias eficazes de prevenção", afirmou o professor Jintai Yu, um dos autores principais.

A Ciência por trás do algoritmo

Para chegar ao modelo ideal, a equipe analisou um volume massivo de dados: o histórico de saúde e os hábitos alimentares de mais de 185 mil pessoas cadastradas no UK Biobank, no Reino Unido.

A diferença desta dieta para as anteriores reside na precisão tecnológica. Os cientistas testaram diversos algoritmos de aprendizado de máquina, como Random Forest e XGBoost, mas foi o LightGBM que apresentou o melhor desempenho na identificação de padrões alimentares que realmente protegem o cérebro.

O que compõe a Dieta MODERN?

Diferente de recomendações genéricas, a IA estabeleceu uma pontuação prática que prioriza o equilíbrio químico cerebral. Os pilares do modelo incluem:

Consumo Incentivado: Folhas verdes e frutas vermelhas (ricas em antioxidantes e flavonoides).

Restrição Severa: Bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados.

Diferencial: O estudo comprovou que a MODERN é mais eficaz que a dieta MIND, até então considerada a referência para a saúde neurológica.

Resultados Impressionantes

A validação do método foi feita em três grupos independentes. Os participantes que seguiram fielmente as diretrizes da dieta MODERN apresentaram um risco 36% menor de demência em comparação àqueles com as piores pontuações alimentares.

De acordo com a pesquisadora Sijia Chen, a inteligência artificial não apenas sugeriu o que comer, mas revelou processos biológicos reais: quem segue a dieta apresenta maior integridade na estrutura cerebral e menores níveis de inflamação neurológica.

Próximos Passos

O objetivo agora é levar a dieta MODERN para o campo prático através de ensaios clínicos randomizados. Se confirmada a eficácia em diversas populações, a meta dos cientistas é transformar o modelo em uma diretriz de saúde pública global. "Queremos desenvolver uma estrutura alimentar unificada e baseada em evidências para prevenir doenças neurológicas", concluiu o professor Yu.

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