Reprodução
A fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertando a mão do governante dos EUA, Donald Trump, durante um encontro na Malásia, compartilhada neste domingo, estabeleceu um novo recorde de engajamento nas redes sociais para o presidente brasileiro. Esta imagem superou em visualizações, curtidas e compartilhamentos a famosa foto de Lula de sunga abraçando sua esposa, Janja da Silva, publicada em agosto de 2021.
Ambas as imagens foram capturadas pelo fotógrafo oficial do presidente, Ricardo Stuckert. A análise foi realizada pelo instituto de pesquisa Quaest, utilizando sua nova ferramenta QuaestScan, desenvolvida para mapear conteúdo visual e sonoro na internet. Os números detalhados para a foto de Lula e Trump incluem 72 milhões de visualizações, 778 mil menções, 22 milhões de curtidas e 7,5 milhões de compartilhamentos em plataformas como Instagram, X, TikTok e Facebook.
Em comparação, a foto de Lula de sunga com Janja registrou 65 milhões de visualizações, 4,6 milhões de menções, 19 milhões de curtidas e 7 milhões de compartilhamentos. Esses dados evidenciam o alcance e o impacto da imagem do presidente em diferentes contextos. Felipe Nunes, cientista político e diretor da Quaest, analisou que o encontro entre Lula e Trump demonstra como a diplomacia do século XXI se manifesta tanto nas redes sociais quanto nas mesas de negociação. Ele destacou a fotografia como um exemplo claro da política como imagem, onde elementos como o sorriso, a postura e o aperto de mão carregam um forte simbolismo, comunicando eventos mesmo sem legendas explícitas. O instituto Quaest também investigou o sentimento do público em relação ao encontro entre Lula e Trump, com base nas menções nas redes sociais.
A análise revelou que 54% das menções foram neutras, 26% positivas e 20% negativas. Este recorte foi realizado entre os dias 21 e 27 de outubro, período em que o evento e a imagem geraram discussões online. Nunes ressaltou que essa distribuição de sentimentos reflete o que ele chamou de 'guerra de narrativas'. Ele observou que a direita tentava associar a menção a Bolsonaro, enquanto a esquerda buscava comemorar uma virada, com a maioria do público atuando como observadora. Essa dinâmica aponta para a complexidade da recepção de eventos políticos e suas representações visuais no ambiente digital.