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VARIEDADES Segunda-feira, 04 de Maio de 2026, 09:19 - A | A

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Mais que Energia

Ciência Revela como o Café Transforma seu Intestino e Cérebro

Da Redação Olhar Informação 

​Além da cafeína: Estudo internacional desvenda o "eixo intestino-cérebro" e prova que até o descafeinado traz benefícios surpreendentes para o humor e a memória.

​O brasileiro é apaixonado por um cafezinho, e o mato-grossense, conhecido por sua hospitalidade e o hábito de manter a garrafa térmica sempre pronta, não fica fora dessa lista de amantes da bebida. Mas o que acontece dentro do corpo após aquele gole matinal vai muito além de um simples "despertar".

​Pesquisadores do APC Microbiome Ireland, centro de pesquisa da University College Cork, conduziram uma investigação detalhada sobre como o café interage com o chamado "eixo intestino-cérebro". As descobertas, publicadas na renomada revista Nature Communications, revelam que a bebida molda o microbioma intestinal e influencia diretamente o humor e os níveis de estresse.

​A Ciência por Trás da Xícara

​O estudo comparou 31 consumidores regulares (que bebem de 3 a 5 xícaras por dia) com 31 pessoas que não consomem a bebida. Durante o experimento, os consumidores habituais interromperam o consumo por duas semanas, permitindo que os cientistas monitorassem as alterações nos metabólitos produzidos pelos micróbios intestinais antes, durante e após a retirada da bebida.

​O Poder do Descafeinado

​Uma das maiores surpresas da pesquisa foi o desempenho do café descafeinado. As melhorias em aprendizado e memória apareceram de forma mais expressiva entre os participantes que consumiram a versão sem cafeína. Isso sugere que compostos como os polifenóis, e não apenas o estimulante famoso, são os responsáveis por parte dos benefícios cognitivos observados.

​Já a versão com cafeína apresentou seus próprios méritos: apenas quem consumiu cafeína relatou redução da ansiedade, melhor atenção e maior estado de alerta, além de uma associação direta com o menor risco de inflamação no organismo.

​Bactérias que Geram Bem-Estar

​A análise identificou que bactérias como a Eggertella sp e a Cryptobacterium curtum são mais comuns em amantes de café. Esses microrganismos auxiliam na produção de ácidos e na síntese de ácidos biliares, protegendo o organismo contra bactérias nocivas. Além disso, os pesquisadores observaram um aumento de Firmicutes, um grupo bacteriano associado a emoções positivas em mulheres.

​Para o professor John Cryan, autor principal do estudo, o café é um fator alimentar complexo. Ele reforça que a bebida não atua apenas como fonte de cafeína, mas pode alterar o funcionamento coletivo dos nossos micróbios internos, ampliando o entendimento sobre a relação entre digestão, humor e cognição.

Olhar Informação: Onde a ciência encontra o seu cotidiano para uma vida com mais saúde e consciência.

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