Um novo estudo destaca a crescente evidência sobre a importância da atividade física para a prevenção de doenças, especialmente a doença de Alzheimer (DA). O sedentarismo é um fator de risco chave para doenças crônicas, e quase metade dos casos de DA poderiam ser prevenidos abordando os fatores de risco.
A pesquisa foca em como um aumento modesto na atividade física pode atrasar o declínio cognitivo em pessoas com Alzheimer pré-clínico. Caminhar 5.000 passos por dia pode ter esse efeito protetor, e até mesmo menos passos podem ser benéficos.
A DA é caracterizada pelo acúmulo das proteínas Beta Amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína Tau no cérebro, levando à morte de neurônios. No entanto, algumas pessoas com esses marcadores biológicos não desenvolvem manifestações clínicas da doença.
Estudos sugerem que maior educação, atividade mental, interações sociais e recreação podem reduzir o risco de DA. Isso se relaciona com o conceito de reserva cognitiva, que é a capacidade do cérebro de tolerar melhor os efeitos da patologia associada à demência.
O estudo, publicado na Nature Medicine, acompanhou quase 300 idosos por até 14 anos. Os participantes foram divididos em grupos de acordo com seu número de passos diários, e as proteínas Amiloide e Tau, bem como as funções cognitivas, foram medidas. Os resultados mostraram que mesmo níveis moderados de atividade fizeram uma diferença apreciável, com um declínio cognitivo e funcional mais lento à medida que os níveis de atividade física aumentavam.
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