As peças do jogo estão em movimento: Senador minimiza apoios antecipados e aposta no reconhecimento de emendas bilionárias para prefeituras de MT.
O cenário político de Mato Grosso para a disputa ao Governo do Estado ganhou novos capítulos com a movimentação de importantes lideranças regionais. Diante dos recentes acenos de prefeitos bolsonaristas ao também pré-candidato Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador e pré-candidato Wellington Fagundes (PL) demonstrou total tranquilidade e rechaçou qualquer postura de imposição dentro de sua base aliada.
Na última semana, Pivetta manifestou otimismo em angariar o apoio dos prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL). A declaração ocorreu após o republicano consolidar alianças com duas expressivas forças do PL no interior: Cláudio Ferreira, prefeito de Rondonópolis, e Edilson Piaia, gestor de Campo Novo do Parecis.
Em entrevista à imprensa neste fim de semana, Fagundes foi categórico ao afirmar que não pretende colocar uma “faca no pescoço” dos gestores municipais para exigir fidelidade partidária. Para o senador, o momento atual exige diálogo e construção, deixando a definição formal para o período das convenções, que ocorrem entre julho e agosto.
“Olha, eu acho que cada um tem o direito de escolher o que for melhor. Eu quero, eu vou conquistar, vou trabalhar, principalmente com a população. Até lá ninguém é candidato, agora somos pré-candidatos. Portanto, é o momento da gente trabalhar muito e conquistar”, declarou o senador.
O peso das emendas e a cobrança por reconhecimento
Ao minimizar as manifestações antecipadas em favor de seu adversário, Wellington Fagundes pontuou que a proximidade de muitos prefeitos com o governo estadual é natural, dado o volume de obras e investimentos em andamento. No entanto, o parlamentar fez questão de lembrar o papel decisivo que desempenhou no envio de recursos federais para os municípios que agora ensaiam o desembarque de sua pré-candidatura.
Como contrapartida política, Fagundes citou exemplos práticos de sua atuação:
Campo Novo do Parecis: Destacou que o prefeito Edilson Piaia esteve recentemente em seu gabinete para agradecer o envio de verbas.
Várzea Grande: Relembrou a articulação para liberar R$ 5 milhões destinados à saúde pública e o destravamento de mais de R$ 70 milhões para obras de saneamento básico.
Rondonópolis: Reafirmou sua forte atuação na busca por investimentos estruturantes para o município.
Fagundes concluiu reforçando que a função do Legislativo é dar suporte financeiro para que o Executivo tire os projetos do papel, embora nem sempre o crédito seja distribuído de forma justa. “O papel do parlamentar não é fazer obra. O nosso papel é lutar, trabalhar para ajudar o Executivo, seja estadual ou municipal. Coloquei muitos recursos para esse governo trabalhar e executar. Posso dizer para vocês: não é pouco, não. Às vezes, eles não reconhecem”, desabafou.
De olho nos bastidores e na movimentação do xadrez político de Mato Grosso, o Olhar Informação segue acompanhando os passos que definem o futuro do Estado.
