Da Redação Olhar Informação
A primeira-dama de Mato Grosso não poupou adjetivos ao criticar a manobra de Carlos Fávaro para blindar o filho de Lula na CPMI do INSS; embate antecipa clima bélico para as eleições de 2026.
A temperatura política em Mato Grosso, que já não era baixa, subiu vários graus na última sexta-feira (27). O estopim foi a decisão do senador e ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), de deixar temporariamente sua cadeira na Esplanada dos Ministérios para reassumir seu posto no Senado Federal. O objetivo? Uma manobra cirúrgica para salvar Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", de um indiciamento na CPMI do INSS.
A movimentação ocorreu para neutralizar o voto da suplente Margareth Buzetti (PP), que ocupava a vaga e já havia manifestado intenção de votar favoravelmente ao indiciamento do filho do presidente Lula, acusado de receber mesadas de R$ 300 mil oriundas de supostos desvios nos benefícios de aposentados.
"Machista e Inaceitável"
A reação mais dura veio da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes (União Brasil). Conhecida por não fugir de embates e pela defesa ferrenha de suas aliadas, Virginia usou as redes sociais para classificar o gesto de Fávaro como um ato de desrespeito profundo às mulheres.
“Desrespeitar as mulheres para proteger bandido é inaceitável. Tirar minha amiga Margareth Buzetti da cadeira vai além de uma decisão política; é um gesto que desrespeita uma mulher séria”, disparou a primeira-dama.
Para Virginia, a retirada de Buzetti da cadeira não foi apenas uma estratégia partidária, mas um golpe contra a representatividade feminina na política mato-grossense em prol de uma blindagem familiar no governo federal.
O Resgate do "Passado Bolsonarista"
Virginia Mendes foi além da crítica pontual e resgatou a trajetória de Fávaro, publicando um vídeo onde o agora ministro aparecia como apoiador de Jair Bolsonaro (PL) antes de integrar a base petista. A primeira-dama lembrou que o senador rompeu compromissos com o governador Mauro Mendes e com o grupo que o elegeu.
“Foi eleito com apoio de quem acreditou nele e depois virou as costas. Coerência não é opcional e lealdade não pode ser apenas discurso de campanha”, afirmou Virginia, reforçando a imagem de "traição" que o grupo governista tenta colar em Fávaro.
Prenúncio de uma Campanha de "Fogo Cruzado"
Na internet, o comentário geral entre os eleitores de Mato Grosso é um só: "O pau vai torá". O episódio mostra que a campanha eleitoral de 2026 nem começou oficialmente, mas os embates já estão vindo de frentes inesperadas e com uma agressividade que promete deixar marcas.
Fávaro, após o serviço cumprido no Senado, deve retornar ao Ministério da Agricultura nos próximos dias, mas leva consigo o desgaste de um confronto direto com a influente primeira-dama e a acusação de ter "atropelado" uma colega de parlamento.
No Olhar Informação, o jogo político não tem bastidores escondidos; quando a lealdade é testada e o embate esquenta, nossos olhos estão lá para registrar quem mantém a palavra e quem muda de lado conforme o vento. Fique por dentro.

Reinaldo 30/03/2026
Esse cara não se reelege maís traiu os Matogrossense por cargo e dinheiro
1 comentários