Manobra para reeleição de Paula Calil racha o Legislativo e expõe crise de articulação da atual gestão
A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028 subiu de tom e escancarou uma profunda divisão política entre os 27 parlamentares da Casa. A vereadora Baixinha (Solidariedade) rebateu publicamente as declarações do prefeito Abilio Brunini (PL), que havia classificado como "machismo" a resistência de parte dos vereadores à tentativa de reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL).
Exercendo firmemente seu papel de legisladora e fiscal das leis, Baixinha rechaçou a narrativa do prefeito. Segundo ela, a oposição à mudança das regras não tem qualquer relação com o gênero da atual mandatária, destacando inclusive que outras mulheres no parlamento estariam plenamente aptas a disputar o comando do Legislativo. Para a vereadora, o cerne do debate é o respeito às regras do jogo e a defesa da democracia.
A polêmica alteração do Regimento Interno
O principal ponto de conflito gira em torno de uma manobra de bastidores: a atual gestão vem enfrentando severas dificuldades de articulação e tenta alterar o regimento interno da Casa, que atualmente não prevê a reeleição para a Mesa Diretora.
"A discussão sobre uma mudança regimental dessa magnitude deveria ter ocorrido em um período anterior, e não casada com o processo eleitoral em curso."
— Vereadora Baixinha, criticando o momento da proposta.
A parlamentar do Solidariedade reafirmou que manterá sua posição irredutível até o dia da votação e garantiu apoio irrestrito à candidatura do vereador Dilemário Alencar (União Brasil) para a presidência da Câmara.
Cenário de indefinição e racha no parlamento
A Mesa Diretora corre contra o tempo, mas o consenso parece distante:
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Articulação de Paula Calil: Aliados buscam desesperadamente alcançar os 18 votos necessários para aprovar a mudança no regimento e viabilizar o projeto de reeleição.
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Terceira via: Enquanto o grupo governista tenta se viabilizar, outros nomes como o de Ilde Taques (Podemos) correm por fora e articulam apoios, pulverizando ainda mais os votos.
A resistência de parlamentares como Baixinha mostra que a imposição de uma mudança de regras de última hora encontrou uma barreira institucional na Câmara, transformando o que deveria ser uma eleição interna em um verdadeiro teste de força para a gestão municipal.
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