Senadores aliados do presidente Lula estão criticando a decisão do mandatário de expressar solidariedade à Venezuela e suas declarações que sugerem que as ações policiais no Rio de Janeiro resultaram em um "massacre". Essas críticas surgem enquanto o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou a viagem de Lula à Colômbia para uma reunião da Celac, onde ele manifestará solidariedade à Venezuela.
Na avaliação desses senadores, a postura de Lula prejudica as negociações com os Estados Unidos e desgasta a imagem do presidente junto ao eleitorado de centro.
Alguns aliados chegaram a comentar que "parece que o Lula quer perder a eleição", lembrando também os ataques feitos pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a Lula durante a eleição na Venezuela, que consideram fraudada.
As críticas foram repassadas diretamente à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que acompanhou a votação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil no Senado. Segundo relatos, a ministra apenas ouviu as queixas dos aliados em relação às declarações de Lula e sua equipe sobre a Venezuela e a operação policial no Rio.
A viagem de Lula para a Colômbia, onde participará da reunião da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), marca uma pausa nas reuniões da COP 30 em Belém.
O chanceler Mauro Vieira afirmou que Lula irá ao encontro para prestar solidariedade à Venezuela e insistir na manutenção da região como uma zona de paz.
A declaração de Mauro Vieira não foi bem recebida por outros assessores presidenciais, que esperam que o pronunciamento de Lula na Colômbia não seja uma defesa direta do governo de Nicolás Maduro, mas sim um posicionamento de que o Brasil não deseja uma guerra na América Latina.
Prestar solidariedade à Venezuela neste momento pode gerar ruídos nas negociações comerciais com os Estados Unidos, prejudicando a busca pela suspensão de tarifas sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.
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