Cuiabá não merece esse descaso: Após o trauma do VLT, capital vê trilhos serem "apagados" do mapa enquanto reuniões secretas no Paiaguás geram desconfiança.
A história parece se repetir como farsa em Cuiabá. Depois de ver os trilhos e vagões do VLT serem levados para Salvador, a capital mato-grossense sofre agora um novo golpe em sua logística e dignidade. Nesta terça-feira (12), o economista e cientista político Vicente Vuolo — filho do visionário Senador que dá nome à ferrovia e membro da Comissão UFMT Pró-Ferrovia — denunciou o descaso da empresa Rumo e a falta de transparência do Governo do Estado.
O ponto central da indignação é o descumprimento do compromisso firmado entre a concessionária, a Sema e a UFMT, que previa o início imediato dos primeiros 45 km de trilhos entre Juscimeira e Cuiabá. No entanto, o que se vê é o "zero absoluto". Para Vuolo, a atitude da Rumo é um "tapa na cara" do povo cuiabano, tratando a capital como se fosse uma cidade improdutiva ou inexistente no mapa do desenvolvimento.
O Mistério do Palácio Paiaguás e a Pergunta de Milhões
A indignação aumenta diante dos bastidores do poder. Na última sexta-feira (8), o presidente da Rumo foi recebido no Palácio Paiaguás em um encontro sem agenda pública ou nota oficial. Diante do silêncio ensurdecedor, Vuolo levanta o questionamento que ecoa em toda a Baixada Cuiabana:
"Passados quatro anos desde que a Rumo deu início às obras em Rondonópolis, qual é, afinal, a data para o início das obras para Cuiabá?"
A ausência de uma resposta clara fere a ética e a credibilidade de um projeto que nasceu do sonho de um cuiabano, muito antes de Mato Grosso se tornar a potência agrícola atual. “Será que o governador se esqueceu de perguntar a data do início das obras para Cuiabá?”, provoca o economista.
A Força da Cuiabania
A exclusão de Cuiabá do cronograma ferroviário levanta um alerta sobre o futuro econômico da região. Enquanto o interior avança a passos largos, a capital parece ser deixada de lado por decisões tomadas a portas fechadas.
O recado para a classe política e para a concessionária é direto: a Cuiabania mantém sua força e não aceitará ser, mais uma vez, negligenciada. O povo cuiabano não esquecerá essa desfeita e certamente cobrará a conta por esse desprezo histórico à capital de todos os mato-grossenses.
Olhar Informação: Entre trilhos invisíveis e promessas de papel, o Olhar Informação segue atento: Cuiabá não pode continuar sendo o ponto cego do progresso mato-grossense.

Roberto Antunes 13/05/2026
Estão esquecendo da nossa capital,ficaremos mais uma vez fora dos trilhos,temos que brigar mais por nossa capital...
1 comentários