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19 de Julho de 2026
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Política Terça-feira, 30 de Junho de 2026, 10:16 - A | A

Terça-feira, 30 de Junho de 2026, 10h:16 - A | A

em Sinop

Polícia Civil deflagra Operação Extensão contra o crime organizado e mira liderança de facção

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Com líder isolado em presídio federal, criminosos usavam "rede estendida" de operadores para movimentar dinheiro e manter controle na região norte

Cuiabá — A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), no município de Sinop, a Operação Extensão. A ação policial cumpre dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de integrarem uma facção criminosa que atua na região norte do Estado. Além das buscas, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas bancárias de um dos investigados, com o objetivo de sufocar o braço financeiro do grupo.

​As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias (Polo Sinop), a partir de uma investigação robusta conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá. Os alvos são investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.

​O cumprimento dos mandados em campo contou com o apoio operacional da Draco de Sinop.

​O alvo principal e a liderança de dentro da prisão

​O alvo central da operação foi identificado pelas iniciais L.S.P., conhecido pelo apelido de "Sapateiro", apontado como peça-chave da facção na região.

​As investigações começaram ainda em 2024, após "Sapateiro" ter sido transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. A transferência, que visava isolar o criminoso, revelou uma dinâmica complexa: mesmo custodiado em uma unidade de segurança máxima, ele conseguia exercer influência direta e ditar as ordens para as atividades ilícitas em Mato Grosso.

​Estrutura fragmentada e lavagem de dinheiro

​De acordo com os relatórios policiais, os alvos das buscas de hoje desempenham funções altamente estratégicas. Eles funcionavam como "longa manus" (braço estendido) da liderança, executando ordens que iam desde a distribuição fragmentada de capitais até o suporte logístico.

​A rede criminosa contava com uma estrutura bem definida de operadores responsáveis por:

  • ​Movimentação financeira e ocultação patrimonial;

  • ​Utilização de "laranjas" (terceiros) para dificultar o rastreamento dos valores;

  • ​Habilitação de linhas telefônicas e suporte logístico para as ações do grupo.

​O material apreendido nesta manhã — que inclui celulares, documentos e mídias — passará por perícia técnica. O foco da Polícia Civil agora é identificar novos integrantes e consolidar as provas do esquema de lavagem de dinheiro.

​As conexões das Operações: Extensão e Pharus

​O nome "Operação Extensão" faz alusão direta à tática da facção de estender os tentáculos de sua principal liderança por meio de pessoas interpostas. Mesmo sem um vínculo que parecesse direto ou óbvio com o líder preso, esses integrantes garantiam a continuidade dos crimes na região norte.

​A investida faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, integrada à Operação Pharus, que compõe o macroprojeto Programa Tolerância Zero, focado no combate incansável às organizações criminosas em todo o território mato-grossense.

​O site Olhar Informação ressalta que operações como a Extensão expõem o desafio contínuo das forças de segurança pública em romper a comunicação dos líderes de facções com as ruas, evidenciando que o sufocamento financeiro e a inteligência investigativa continuam sendo as armas mais eficazes no desmantelamento do crime organizado em Mato Grosso.

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