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22 de Julho de 2026
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22 de Julho de 2026

Política Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 12:27 - A | A

Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 12h:27 - A | A

Controle Sem Tréguas

Pivetta Silencia sobre Devassa do TCE na Seduc e Dispara: “Se Tiver Culpado, que Pague”

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Investigação de Livros com Suspeita de IA Rompe Fronteiras de Cuiabá e Alvo Chega ao Governo de MT

​O cenário político de Mato Grosso ganhou contornos ainda mais dramáticos. O governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), adotou uma postura de distanciamento e evitou comentar a bombástica decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) de ampliar a investigação sobre a compra de livros didáticos, que agora mira diretamente a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Ao ser questionado sobre o avanço da auditoria, Pivetta foi categórico ao afirmar que cabe estritamente aos órgãos de controle apurar eventuais irregularidades.

​“Olha só, cada qual no seu quadrado. O município tem órgãos de controle para denunciar, tem a Câmara de Vereadores para fiscalizar, tem o Tribunal de Contas, tem o Ministério Público. Então não faltam órgãos de controle e fiscalizadores. Eu espero que esses órgãos funcionem, investiguem. Se tiver culpado, os culpados que paguem. Não tenho nada para falar”, disparou o republicano, lavando as mãos diante da crise.

​A tempestade política teve início há uma semana, após uma denúncia do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Uma auditoria interna na capital identificou o pagamento escandaloso de R$ 21 milhões em livros de baixa qualidade que teriam sido integralmente produzidos por Inteligência Artificial (IA) entre 2025 e 2026. Na época, a pasta municipal era comandada por Amauri Monge.

O Efeito Dominó de Sérgio Ricardo

​O caso tomou proporções estaduais quando o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou que a Corte não vai se limitar ao âmbito municipal. O Tribunal fará uma varredura completa nas aquisições da Seduc estadual, intrigado com os valores astronômicos praticados: alguns materiais didáticos chegaram a custar perto de R$ 1 mil por unidade.

​Embora Sérgio Ricardo pondere que a análise não seja uma acusação prévia contra o Estado, ele garantiu rigor na verificação dos critérios de compra e na real utilização desses livros nas escolas. “O Estado também adquiriu muitos livros. Isso não é nenhuma acusação, mas o Tribunal de Contas já está fazendo algumas análises e vou colocar dentro dessa avaliação a aquisição de todos os livros comprados pela Secretaria de Educação”, pontuou o presidente do TCE.

O Elo Comum na Linha de Tiro

​As investigações colocam o ex-secretário Amauri Monge no olho do furacão por duas frentes distintas. Antes de gerir a Educação da Capital, Monge foi secretário-adjunto da própria Seduc estadual entre 2019 e 2025. Nesse período, ele já havia enfrentado severos questionamentos do Sintep-MT justamente pela compra de materiais didáticos — procedimentos que, na ocasião, acabaram arquivados pelo Ministério Público Estadual. Agora, com o TCE em campo, o passado e o presente do setor educacional de Mato Grosso passam por um pente-fino inédito.

 

​“A tecnologia deve servir para emancipar mentes nas salas de aula, e não para mascarar cifras astronômicas em contratos públicos. O cidadão mato-grossense exige transparência real, e não inteligência artificial para justificar o injustificável.”Olhar Informação

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