Da Redação Olhar Informação
Governador propõe redução drástica no uso de emendas impositivas para festas e anuncia aporte de R$ 400 milhões no programa Fila Zero 2
CUIABÁ – Em um posicionamento firme sobre a gestão do dinheiro público, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, defendeu uma mudança profunda na destinação das emendas parlamentares impositivas. Para o gestor, o momento exige escolhas éticas e administrativas claras: é inadmissível que recursos públicos sejam drenados para a realização de shows e eventos enquanto cidadãos aguardam por atendimento hospitalar essencial.
Pivetta destacou que a realidade das cidades mato-grossenses, independentemente do porte, clama por uma rede de saúde mais eficiente. "Não é possível gastar dinheiro com festas enquanto pessoas precisam de atendimento hospitalar que não está sendo ofertado", pontuou o governador, reforçando que a dignidade humana deve estar acima do entretenimento subsidiado pelo Estado.
Fila Zero 2: R$ 400 Milhões em Investimentos
Como prova de que a saúde é a prioridade absoluta da atual gestão, o governo anunciou a ampliação dos recursos para o programa Fila Zero 2. O projeto, focado na realização de cirurgias eletivas, contará com um aporte garantido de R$ 400 milhões. O objetivo é zerar a demanda reprimida e oferecer celeridade aos procedimentos que impactam diretamente a qualidade de vida da população.
Além do investimento direto, uma nova regra fiscal para os parlamentares entrará em vigor. A partir de 2026, os deputados estaduais terão um limite rígido para o uso de suas emendas: o percentual permitido para shows e eventos cairá de 50% para apenas 10%. A medida força o redirecionamento de milhões de reais para áreas estruturantes.
Análise: Política se faz com Responsabilidade
A postura do governador Otaviano Pivetta toca em um ponto sensível, mas necessário, da política brasileira. Por muito tempo, o uso de emendas para festividades serviu como ferramenta de popularidade imediata, mas com baixo retorno social. Ao priorizar a saúde e o programa Fila Zero, o governo demonstra que a verdadeira política se faz com responsabilidade e coragem.
Acertou o governador ao entender que o papel do Estado é, antes de tudo, garantir o direito básico à vida. O redirecionamento dos recursos não é um ataque à cultura, mas um exercício de humanidade e gestão técnica. Em uma democracia madura, o orçamento deve refletir as dores da população — e hoje, a dor de quem espera por uma cirurgia é urgente.
Olhar Informação: A notícia com o rigor que o cidadão exige e o compromisso que Mato Grosso merece.
