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13 de Junho de 2026
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Política Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 08:09 - A | A

Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 08h:09 - A | A

‘má-fé’ e ‘promoção eleitoral

PGE-MT reage e classifica críticas ao acordo com a Oi

Da Redação Olhar Informação 

​Em nota oficial, Procuradoria nega perda de prazo, aponta economia de R$ 300 milhões e rebate investidas jurídicas que visam palanque político.

​A Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT) quebrou o silêncio e reagiu de forma contundente às recentes investidas judiciais e notícias que questionam o acordo firmado entre o Governo do Estado e a operadora de telefonia Oi. Sem citar nomes, mas em clara alusão às movimentações do ex-governador Pedro Taques, o órgão classificou as críticas como fruto de uma "lamentável má-fé processual".

​Para a PGE, a judicialização do caso não passa de uma tentativa de utilização de instrumentos jurídicos para promoção pessoal e objetivos eleitorais.

​A polêmica do prazo

​O ponto central da discórdia é o prazo da ação rescisória proposta pela Oi. Enquanto críticos afirmam que o recurso estaria fora do tempo legal, a PGE classifica a acusação como "distorção proposital".

​Segundo a nota, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já havia reconhecido que o prazo sequer tinha começado a contar. Isso porque a questão dependia de temas tributários que só foram pacificados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2024 e 2025.

​Economia milionária e erro do passado

​A Procuradoria defende que o acordo foi a melhor saída para o erário. O imbróglio jurídico se arrasta desde 2009, quando o Estado levantou valores de ICMS da empresa de forma precoce. Posteriormente, o STF declarou a cobrança inconstitucional, obrigando o Estado a devolver o montante.

​"O acordo preservou os princípios da legalidade e vantajosidade, gerando uma economia para o Estado de quase R$ 300 milhões e evitou um bloqueio de valores dos cofres estaduais muito acima do que foi devolvido", destaca trecho da nota oficial.

 

​Sigilo e Precatórios

​Sobre as críticas ao sigilo do processo, a PGE esclareceu que a confidencialidade é padrão em todos os casos na Câmara de Consenso, visando a segurança jurídica. O órgão reforçou, porém, que todos os dados foram compartilhados com os órgãos de controle.

​Além disso, explicou que o pagamento não seguiu a fila de precatórios porque se tratou de uma devolução de valores "levantados de forma precária e irregular" pelo próprio Estado no passado, e não de uma condenação judicial comum.

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