Da Redação Olhar Informação
Investigação sobre desvios de R$ 60 milhões no Dnit revela monitoramento de agentes; empresário alega pagamento de funcionários, mas PF aponta indícios de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal (PF) apertou o cerco contra Breno Chaves Pinto, empresário e segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em um relatório de monitoramento recente, agentes registraram o momento exato em que Breno deixou uma agência bancária em Santana (AP) carregando uma mochila azul com R$ 350 mil em espécie.
O Elo com os Alcolumbre
O detalhe que mais chamou a atenção dos investigadores foi o veículo que aguardava o empresário na saída do banco: um Jeep Compass registrado em nome de uma empresa pertencente a primos de Davi Alcolumbre.
A PF investiga se Breno utilizava sua influência política e proximidade com o presidente do Senado para destravar recursos e fraudar licitações no Dnit do Amapá. O esquema, que envolve a manutenção da rodovia BR-156, teria desviado cerca de R$ 60 milhões em contratos públicos.
As Defesas
- Breno Chaves Pinto: Afirma que o saque era lícito e destinado ao pagamento de funcionários de suas empresas (L.B Construções e Rio Pedreira). Ele nega qualquer irregularidade e diz que provará sua inocência nos autos.
- Davi Alcolumbre: Por meio de nota, o senador afirmou que não possui "relação empresarial" com o suplente e que não é alvo da investigação. Ele reforçou seu respeito às instituições e ao devido processo legal.
Olho no Poder
Embora Alcolumbre não figure como investigado, a proximidade de seu suplente com esquemas de desvios milionários levanta um alerta sobre como a estrutura pública é usada por figuras do "entorno" do poder.
O Olhar Informação questiona: por que, em plena era digital, saques de centenas de milhares de reais em espécie continuam sendo a "ferramenta" preferida de quem lida com dinheiro público? A desculpa do "pagamento de funcionários" ainda convence alguém ou é apenas a ponta de um iceberg muito mais profundo?
