Levantamento aponta favoritos para 60% das vagas em disputa; estratégia do PL foca em nomes da família Bolsonaro e aliados para viabilizar pauta contra o STF.
A eleição para o Senado Federal em 2026 já se consolida como o principal campo de batalha entre o bolsonarismo e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Mais do que a renovação de cadeiras, o que está em jogo é o controle institucional do país. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) articula uma ofensiva para conquistar a maioria absoluta, visando não apenas eleger a próxima presidência do Senado, mas também impulsionar processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).Metodologia e Cenário Atual
Um levantamento detalhado realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, baseado em pesquisas eleitorais consolidadas, revela que o quadro sucessório já está desenhado em grande parte do país. Dos candidatos testados, 32 já aparecem com vantagem superior à margem de erro, o que representa 60% das 54 vagas que estarão em disputa (em 2026, cada estado elege dois senadores). Os outros 40% das cadeiras ainda apresentam cenários de indefinição ou empate técnico.
As Forças Partidárias: MDB e PL na Dianteira
O desenho das bancadas para 2027 indica um fortalecimento de partidos de centro e de oposição:
- MDB em destaque: O partido mantém sua tradição de força regional e aparece com oito candidatos ocupando as duas primeiras posições nas pesquisas, sinalizando que deve continuar sendo o "fiel da balança" no Congresso.
- A "Tropa de Choque" do PL: O partido de Jair Bolsonaro projeta a eleição de, no mínimo, seis senadores de alto perfil ideológico. Entre os nomes que lideram as pesquisas estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (DF), o vereador Carlos Bolsonaro (que desponta em SC) e o atual governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
O Embate Institucional
A estratégia da oposição é clara: transformar o Senado em uma fortaleza conservadora. Se as projeções se confirmarem, o governo Lula enfrentará uma resistência sem precedentes para aprovar indicações de magistrados, diplomatas e, principalmente, para barrar a abertura de investigações sobre o Poder Judiciário.
