Da Redação Olhar Informação
BRASÍLIA – Uma revelação bombástica sacode os bastidores do Governo Federal e do Judiciário nesta semana. De acordo com informações apuradas pela jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles, o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, teria mantido um contrato milionário de consultoria com o Banco Master mesmo após assumir o cargo no primeiro escalão do governo Lula (PT).
Os valores somam R$ 6,5 milhões, dos quais R$ 5,25 milhões teriam sido pagos durante o período em que Lewandowski já exercia a função de ministro e, consequentemente, era o superior hierárquico da Polícia Federal.
Consultoria Estratégica e Conflito de Interesses
O contrato, assinado em 28 de agosto de 2023, previa o pagamento de R$ 250 mil mensais por "serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico". O que causa estranheza e levanta suspeitas de grave conflito de interesses é que os pagamentos teriam continuado até setembro de 2025, totalizando 21 meses de sobreposição entre a vida privada e o cargo público.
Ao assumir o ministério em janeiro de 2024, Lewandowski chegou a se afastar formalmente do escritório de advocacia gerido por sua esposa, Yara de Abreu Lewandowski, e seu filho, Enrique. No entanto, o vínculo direto com a instituição financeira de Daniel Vorcaro permaneceu ativo.
Articulação Política e Pouca Atividade
As investigações apontam que a contratação de Lewandowski teria ocorrido a pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O senador também estaria por trás da contratação do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, pelo mesmo banco.
Outro ponto que reforça a natureza atípica do contrato é a baixa frequência de atividades do ministro na instituição. Apesar do vultuoso pagamento mensal, Lewandowski teria comparecido a apenas duas reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master durante todo o período.
O Impacto no Governo
A revelação coloca o Ministério da Justiça sob pressão máxima. A manutenção de um contrato privado com uma entidade financeira enquanto se comanda a pasta responsável pela segurança pública e pela Polícia Federal é vista por juristas como uma potencial violação da Lei de Conflito de Interesses e dos princípios da administração pública.
Até o momento, o Ministério da Justiça e o Banco Master não detalharam a natureza técnica das consultorias prestadas durante o exercício do cargo público.
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