Michelle Bolsonaro está se consolidando como candidata para as eleições de 2026, seguindo a cartilha política de Jair Bolsonaro, e em um evento do PL Mulher em Londrina (PR) no sábado, 8 de novembro de 2025, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o Congresso Nacional está "de joelhos" e que o Judiciário é quem governa o país, anulando leis aprovadas pelos parlamentares.
Além de atacar o STF, Michelle Bolsonaro também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de fazer "aliança com o crime" e abandonar as vítimas, afirmando que o líder "fica ao lado do crime e abandona a vítima", e mencionou Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, em seu discurso.
Michelle Bolsonaro também mencionou que Lula estaria "pensando em dar pensão para as famílias dos criminosos", em referência à Operação Contenção, realizada em 28 de outubro contra o crime organizado no Rio de Janeiro, enfatizando que o "excelentíssimo Senhor Presidente" não representa os cidadãos e que há uma "enorme inversão de valores".
Apesar da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, Michelle o glorifica como a "única opção" para a Presidência em 2026, argumentando que qualquer outro resultado seria um "golpe" do Judiciário, e atualizou o estado de saúde do marido, que completará 100 dias de prisão domiciliar, relatando que ele "tem passado dias muito difíceis" e atribuindo seus problemas de saúde à falta de tempo para recuperação após a última cirurgia e a um ambiente desfavorável.
Pesquisas recentes indicam um crescimento no apoio a Michelle Bolsonaro entre eleitores de direita, e uma pesquisa do Instituto Gerp, publicada na sexta-feira, 7 de novembro, mostrou que ela teria 30% das intenções de voto contra 35% de Lula em um primeiro turno, e 47% contra 44% em um segundo turno, com margem de erro de dois pontos percentuais.
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