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13 de Junho de 2026
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13 de Junho de 2026

Política Sexta-feira, 10 de Abril de 2026, 07:42 - A | A

Sexta-feira, 10 de Abril de 2026, 07h:42 - A | A

Partido da Morte

Maysa Leão detona Republicanos e reavalia candidatura após "traição" interna

Da Redação Olhar Informação 

Barreada de voar mais alto, vereadora aponta "invasão" de rejeitados na sigla e denuncia que acordo de liberação com Pivetta foi descumprido nos bastidores.

CUIABÁ – A política, em sua face mais cruenta, acaba de cobrar um preço alto da vereadora Maysa Leão (Republicanos). Em um desabafo contundente à imprensa nesta quinta-feira (09), a parlamentar revelou estar reconsiderando seu projeto de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O motivo: uma série de manobras internas que, segundo ela, transformaram o Republicanos na "terra daqueles que ninguém queria".

​Maysa, que já vinha costurando sua pré-candidatura a deputada estadual com transparência e diálogo, sentiu o peso da ingratidão partidária. O partido, ciente de todas as suas articulações, teria fechado as portas para o seu crescimento ao negar a carta de liberação que permitiria sua migração para o PSDB — um movimento que já havia sido avalizado pessoalmente pelo vice-governador Otaviano Pivetta.

De Aliada a "Degrau": A Invasão do Republicanos

​A vereadora não poupou críticas à nova composição da chapa, que inicialmente deveria contar com quatro deputados e um ex-secretário, mas acabou inflada por figuras que migraram de última hora.

​“O Republicanos foi invadido, ele se tornou a terra daqueles que ninguém queria. É o partido da morte”, disparou a vereadora, ressaltando que não aceitará o papel de figurante para eleger caciques políticos. “Se eu for degrau, eu não vou participar. Como mulher, preciso me posicionar.”

 

​A postura firme de Maysa Leão expõe uma ferida aberta na base governista. Segundo a parlamentar, o convite do deputado Carlos Avallone para ingressar no PSDB era a saída ideal, mas a autorização prometida por Pivetta "simplesmente não chegou", frustrando seus planos de buscar novos horizontes políticos.

Fidelidade de Mão Única

​Maysa descartou categoricamente a possibilidade de concorrer à Câmara Federal, papel que o partido estaria tentando lhe impor para atuar como "puxadora de votos". Para ela, a falta de respeito dos correligionários quebra o pacto de fidelidade que sempre manteve com a sigla.

​A situação da vereadora ilustra a face cruel das composições eleitorais, onde projetos legítimos são, por vezes, sacrificados em prol de acomodações de última hora. Agora, Maysa consulta a família e estuda se ainda há espaço para sua essência dentro de uma estrutura que, em suas palavras, perdeu o rumo original.

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