Da Redação Olhar Informação
Em sintonia fina com Carlos Avallone, presidente da ALMT assume protagonismo nas articulações tucanas e usa habilidade política para blindar nomes e atrair novos quadros em meio à guerra por cadeiras no Legislativo.
CUIABÁ – O cenário político de Mato Grosso assistiu, na tarde desta terça-feira (24), a uma demonstração de força e estratégia que define bem o atual momento das pré-articulações para 2026. Prestes a assumir o comando estadual do Podemos, o deputado estadual Max Russi não apenas prestigiou o ato de filiação do PSDB, como atuou como um verdadeiro mestre de cerimônias da engenharia partidária alheia.
O gesto de Russi, que preside a Assembleia Legislativa (ALMT), sinaliza que seu raio de influência rompe as fronteiras de sua própria legenda. Ao lado de Carlos Avallone, presidente do ninho tucano no estado, Max demonstrou estar em total sintonia para garantir que o PSDB — que hoje sobrevive com representatividade tímida no estado — recupere o fôlego e monte uma nominata competitiva.
O Convite Estratégico e o "Paparico" Político
Max não economizou na influência para atrair nomes de peso. Um exemplo claro foi a presença do ex-prefeito Túlio Fontes, levado ao evento pelas mãos de Russi. Segundo o parlamentar, o movimento foi necessário para sanar a "desconfiança" que ronda as chapas em formação.
“Fiz questão de trazer o Túlio aqui, porque ele está sendo paparicado por muitos partidos. Com essa incerteza, eu falei: ‘vamos lá para você ver quem realmente está e fazer essa análise’”, revelou Max, colocando-se como avalista da seriedade do projeto tucano.
Engenharia de Votos: "Eleger com menos"
A estratégia discutida entre Russi e Avallone é puramente matemática. O foco é atrair candidatos com potencial de 8 a 15 mil votos, criando uma chapa equilibrada onde a sobra de votos favoreça a eleição de nomes que, sozinhos, poderiam não alcançar o quociente eleitoral.
“É uma chapa que caminha para garantir uma eleição com menos votos. Isso dá chance para todo mundo”, avaliou Max. No entanto, o deputado alertou para a volatilidade do período: nos próximos 40 dias, a "janela" de conversas será intensa, com candidatos sendo cobiçados por até sete siglas simultaneamente.
Descontração e Alerta
O clima entre os líderes foi de parceria, mas com as devidas "fronteiras" demarcadas. Em tom de brincadeira, Avallone disparou: “Mas não leva ninguém do PSDB, pelo amor!”. Ao que Max prontamente respondeu que sua ajuda é na construção, não na "subtração" de quadros.
Apesar da leveza, o alerta final de Russi foi pragmático: “Não adianta trazer um e perder dois”. A frase resume o desafio do PSDB frente a gigantes como o União Brasil e o PL, que prometem uma disputa feroz por cada centímetro da Casa de Leis.
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