Quem será que leva uma das maiores lideranças do momento em MT?
CUIABÁ — O cenário político em Mato Grosso vive horas de pura expectativa. O presidente estadual do Podemos e presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi, anunciou que a definição sobre o rumo da legenda nas eleições deste ano será tomada nesta terça-feira (3), durante a convenção partidária da sigla.
A legenda está no centro de uma disputa acirrada entre dois grandes grupos políticos no Estado: de um lado, a coligação encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL); do outro, o projeto liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Apesar da forte pressão e do assédio de ambos os lados, Max Russi adota uma postura cautelosa e afirma que não antecipará sua preferência individual, priorizando uma decisão colegiada.
"Vou deixar para os convencionais decidirem", garantiu o líder partidário ao comentar a condução democrática do processo interno.
O dilema, as peças no tabuleiro e o nome de Elson Ramos
Membro atuante da base governista e aliado histórico de Wellington Fagundes, Max Russi se encontra diante de um estratégico xadrez político.
Inicialmente, o Podemos desenhava uma tendência de aproximação com o Republicanos, cenário alimentado pelas negociações em que a deputada estadual Janaina Riva (MDB) era cotada para ocupar a vaga de vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta. No entanto, a recente confirmação da aliança entre MDB e PL, colocando Janaina no palanque de Wellington para a disputa ao Senado, reconfigurou as forças no estado.
Com essa movimentação, o nome do empresário Elson Ramos, influente figura do setor de eventos e entretenimento em Mato Grosso, ganhou forte projeção nos bastidores políticos. Segundo analistas políticos, Elson Ramos vem sendo cotado e articulado pelo Podemos para compor a chapa majoritária como candidato a vice-governador ao lado de Otaviano Pivetta. A indicação de um perfil empresarial com grande apelo popular e trânsito no meio privado é vista como um importante trunfo da sigla para garantir protagonismo na coligação.
A entrada de Janaina no grupo do PL, por sua vez, fortaleceu a atratividade daquela coligação para o Podemos, dada a afinidade política e a boa relação entre Max e a deputada. Contudo, na avaliação dos bastidores, o espaço para acomodação partidária difere entre as duas frentes:
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No grupo do PL (Wellington Fagundes): O espaço reservado ao Podemos limitaria-se, em tese, a indicações de suplência na chapa ao Senado.
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No grupo do Republicanos (Otaviano Pivetta): O partido vislumbra oportunidades de maior peso na chapa majoritária — com destaque para a indicação do empresário Elson Ramos para a vice-governadoria ou para disputar a segunda vaga ao Senado ao lado do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
Ao ser questionado sobre os movimentos do MDB e do PL, o presidente do Podemos manteve tom diplomático. "É difícil eu falar dos partidos que não são o meu. Acho que agora é hora de arrumação, de fechamento. Todo mundo está organizando as chapas, organizando os times, é natural isso", pontuou.
Olhar Informação: Com um quadro partidário fortalecido e capilaridade em todo o estado, a decisão do Podemos não apenas selará o destino da legenda, mas pode ser o fiel da balança na consolidação das grandes forças majoritárias de Mato Grosso.

