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14 de Março de 2026
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Política Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 06:47 - A | A

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 06h:47 - A | A

Imbróglio na ALMT

Max Russi aciona Procuradoria após debandada de assinaturas na CPI da Saúde

Da Redação Olhar Informação 

Base governista tenta recuar de investigação sobre cartel na SES, mas Regimento Interno pode blindar continuidade da CPI; Júlio Campos classifica pedidos de retirada como "conversa fiada".

Cuiabá – A instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que visa investigar um suposto cartel em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES), tornou-se o novo campo de batalha jurídico na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), encaminhou à Procuradoria Legislativa os pedidos de retirada de assinaturas dos deputados Dr. João (MDB), Juca do Guaraná (MDB) e Chico Guarnieri (PRD).

​A manobra dos parlamentares ocorre após a deflagração da CPI, que tem como base os desdobramentos da "Operação Espelho", de 2023. O argumento da base governista é de que as assinaturas foram colhidas ainda no ano passado e que, no cenário atual, o interesse pela investigação teria se dissipado.

"Conversa fiada" e o Regimento Interno

​O vice-presidente da Assembleia, deputado Júlio Campos (União), que presidiu a sessão de leitura do requerimento, rebateu as críticas de que o trâmite teria sido "atropelado", como sugeriu o líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União). Para o veterano, o momento de desistência já passou.

​"Ninguém me pediu para retirar. Ninguém telefonou para mim. Na hora que leu o processo lá, os senhores deputados podiam retirar a assinatura. Ninguém apresentou. Conversa fiada", disparou Júlio Campos.

 

​O embate técnico agora reside no fato de que, tanto a Constituição Federal quanto o Regimento Interno da ALMT, estabelecem que, uma vez lido o requerimento em plenário e publicado com as assinaturas da Mesa Diretora, a retirada de apoio não tem mais validade jurídica para interromper o processo.

Próximos passos da investigação

​Apesar da tentativa de recuo dos três parlamentares, Max Russi confirmou que a CPI segue instaurada até que haja um parecer definitivo da Procuradoria.

​O autor do pedido, deputado Wilson Santos (PSD), que deverá presidir a comissão, aguarda apenas a indicação oficial dos membros pelos blocos partidários para iniciar os trabalhos. O foco central será o esquema de corrupção e cartel descoberto em 2023, que teria drenado recursos públicos da saúde estadual.

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