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17 de Junho de 2026
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Política Quinta-feira, 07 de Maio de 2026, 12:25 - A | A

Quinta-feira, 07 de Maio de 2026, 12h:25 - A | A

Um marco na saúde da mulher

Mato Grosso avança no combate à endometriose com nova lei de Max Russi 

Da Redação Olhar Informação 

Fazer política em prol da qualidade de vida para o povo é o que faz a diferença no gestor. Criar leis que abranjam não só uma parte, mas as necessidades reais da população, é essencial. Com a Lei 13.065, Mato Grosso tem motivos para celebrar o Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose.

Nesta quinta-feira (7), o Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose ganha um novo significado em Mato Grosso. A data, marcada pela conscientização sobre uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 8 milhões de brasileiras, agora é acompanhada por um avanço legislativo concreto: a Lei nº 13.065. De autoria do deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, a medida institui políticas públicas para acelerar o diagnóstico e garantir tratamento especializado na rede estadual.

No Brasil, o cenário é crítico. Uma em cada dez mulheres convive com a dor e a incerteza, levando, em média, sete anos para obter a confirmação da doença após os primeiros sintomas. "Com a lei, o governo será obrigado a criar unidades de saúde especializadas. Assim, garantimos um atendimento digno, humanizado e contínuo", reforça Max Russi.

O desafio do diagnóstico e o "vazio" na rede de saúde

O diagnóstico tardio é um dos maiores obstáculos. De acordo com a nutricionista Alinne Bodenstein, especialista na área e paciente da doença, os sintomas ginecológicos são frequentemente confundidos com problemas digestivos, como a Síndrome do Intestino Irritável. "Muitas mulheres tratam o intestino quando, na verdade, sofrem de endometriose", alerta.

Para além da confusão de sintomas, existe o drama do atendimento. Cecília Nobre, de 32 anos, relata ter enfrentado preconceito em Alto Araguaia ao buscar socorro por uma hemorragia. Atendida com rispidez sob suspeita de aborto, ela só descobriu a condição após buscar especialistas em outro município por falta de suporte local. O trauma gerado pelas perdas de sangue a levou a desenvolver hematofobia.

A nova legislação estadual visa justamente preencher essas lacunas por meio de:

Capacitação profissional: Preparar equipes para identificar a doença precocemente.

Estrutura técnica: Criação de centros cirúrgicos e unidades diagnósticas especializadas.

Conscientização: Programas contínuos de prevenção e informação.

Esperança e Representatividade

Para mulheres como Cecília e Alinne, a Lei 13.065 representa a saída da invisibilidade. A estruturação do Programa de Prevenção é o "pontapé inicial" para que o estado de Mato Grosso deixe de ser apenas um lugar de estatísticas alarmantes para se tornar referência em acolhimento.

"Aqueles que colocamos no poder devem nos representar de todas as formas, especialmente em doenças que são invisibilizadas", conclui Cecília, agora com a esperança de que futuras gerações não precisem esperar sete anos por uma resposta.

Olhar Informação: A sensibilidade do deputado Max Russi ao sancionar a Lei 13.065 demonstra que a política, quando feita com olhar humano, é a ferramenta mais eficaz para transformar a dor em direito e assegurar dignidade às mulheres de Mato Grosso.

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