durante entrevista ao SBT News, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está ativamente trabalhando para garantir a aprovação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula destacou a competência de Messias, descrevendo-o como um profissional sério e sereno, e afirmou que sua indicação não foi arbitrária, mas baseada em mérito técnico e experiência comprovada.
A sabatina de Messias, inicialmente marcada para 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi cancelada porque o Palácio do Planalto não enviou toda a documentação exigida ao Senado dentro do prazo.
Essa demora foi interpretada como uma manobra estratégica do Executivo para ganhar tempo, diante do curto prazo estipulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para angariação de votos.
Alcolumbre já sinalizou que a sabatina será remarcada para 2026, alegando prioridade para temas orçamentários neste ano.
Há informações de que ele preferia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com quem mantém relação próxima, o que teria gerado insatisfação com a escolha de Lula.
Lula negou qualquer crise entre os Poderes e afirmou manter boas relações com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Reiterou que seu governo não interfere no STF, citando sua própria prisão por 580 dias como prova da independência do Judiciário, e defendeu que essa autonomia é essencial para a democracia.
Apesar de um Congresso majoritariamente adverso, Lula afirmou que 99% das propostas enviadas por seu governo foram aprovadas, chamando esse resultado de 'milagre da democracia'.
O presidente ressaltou que nunca encaminhou projetos com interesses pessoais ou de grupos específicos, reforçando a legitimidade de suas ações institucionais.
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