O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), declarou que Hugo Motta (Republicanos-PB) está perdendo as condições de presidir a Câmara, sugerindo que Motta poderia responder por crime de responsabilidade devido à não decretação da perda de mandato do deputado Alexandre Ramagem, que foi condenado pelo STF.
A declaração ocorreu antes da aprovação do PL da Dosimetria e após Motta ter reiniciado a sessão que havia sido interrompida por um protesto do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que ocupou a cadeira da presidência em repúdio à sua possível cassação e à inclusão do projeto que reduz penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.
Lindbergh expressou revolta com o uso da força contra o deputado Glauber Braga, que ocupou a cadeira de Motta por duas horas e meia antes de ser imobilizado pela polícia legislativa, sendo que Braga, juntamente com as deputadas Célia Xakriabá e Sâmia Bomfim, registrou um boletim de ocorrência alegando agressão.
Farias criticou Motta por ser tolerante com a ocupação anterior da mesa por 48 horas, contrastando com a ação contra Glauber Braga, questionando se os responsáveis pela ocupação anterior foram punidos e acusando Motta de dois pesos e duas medidas, além de acusá-lo de 'abraçar definitivamente o projeto do golpismo' e de desrespeitar a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o caso Ramagem.
Motta inicialmente ignorou as críticas e prosseguiu com a sessão, focando na votação de um projeto sobre regularização de terras públicas, mas respondeu às críticas nas redes sociais, afirmando que precisa 'proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político' e argumentando que o extremismo não tem lado e que seu agrupamento vive da mesma lógica dos extremistas que critica.
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