Da Redação Olhar Informação
Em reunião na casa de Jayme Campos, federação consolida nomes para 2026, inclui Virgínia Mendes para Federal e impõe "tolerância zero" contra debandada de vereadores.
O tabuleiro proporcional para as eleições deste ano está oficialmente montado na Federação União Progressista (União Brasil e PP). Em entrevista concedida nesta quarta-feira (04) na Assembleia Legislativa, o deputado estadual e decano do UB, Júlio Campos, "bateu o martelo" sobre a composição das chapas e enviou um recado amargo para quem pensa em trocar de sigla: a fidelidade partidária será cobrada no rigor da lei.
A estratégia foi selada em uma reunião de cúpula na residência do senador Jayme Campos. O grupo consolidou uma lista robusta para a Câmara Federal, evidenciando que a federação não entrará na disputa para brincar.
O "Time de Elite" para Brasília
A chapa para deputado federal já conta com excesso de contingente — 13 pré-candidatos para 9 vagas — e traz nomes de peso que prometem uma votação histórica:
Protagonismo Feminino: A primeira-dama Virgínia Mendes surge como um dos nomes centrais, ao lado da deputada Gisela Simona.
Articulação e Experiência: Os deputados Fábio Garcia, o ex-deputado Nilson Leitão (presidente do PP-MT), o suplente Victório Galli e Marcelo Sandrin também integram o pacote.
A vaga deixada pelo Coronel Assis, que confirmou sua saída para o PL, já foi absorvida pela abundância de interessados. Para a Assembleia Legislativa, o grupo já tem 17 nomes confirmados e busca fechar os 25 totais, respeitando rigorosamente a cota de gênero.
Tolerância Zero com a Janela
Ecoando o posicionamento do governador Mauro Mendes, Júlio Campos foi enfático sobre a situação dos vereadores que pretendem subir um degrau na carreira política. A federação garante espaço para todos que queiram disputar vagas de estadual ou federal, desde que permaneçam no ninho.
"Quem insistir em trocar de sigla corre risco real de perder o mandato. É decisão unânime da executiva", frisou Júlio. O recado é claro: a "janela" para os progressistas e unionistas é de vidro temperado e quem tentar quebrá-la poderá sair sem a cadeira que ocupa atualmente.
Bastidores: O fator "Inhos"
A união entre Mauro, Jayme e Leitão sinaliza uma estrutura de campanha pesada, com capilaridade em quase todos os 141 municípios. O isolamento de quem decide sair, como no caso de Assis, é visto pela cúpula como um movimento natural de depuração para manter apenas quem está alinhado ao projeto de 2026.
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