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Política Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026, 08:07 - A | A

Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026, 08h:07 - A | A

Respingou

Invasão da Venezuela pelos EUA abala Planalto e deve redesenhar eleições de 2026 no Brasil

Reprodução

Maduro preso

Olhar - Da Redação 

Lula convoca reuniões de emergência após captura de Maduro; Trump prioriza controle do petróleo e ignora discurso democrático em coletiva.

BRASÍLIA – O cenário político na América Latina sofreu um abalo sísmico neste início de 2026. A ação militar inédita dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, foi recebida com "incredulidade e surpresa" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro, que tenta equilibrar sua posição diplomática, já prevê que o episódio será um divisor de águas nas eleições presidenciais brasileiras deste ano.

Reação de Lula e Relatos da Embaixada

Após o anúncio da ofensiva, Lula convocou duas reuniões emergenciais com seu núcleo duro para definir o tom da nota oficial. O clima é de apreensão. Relatos enviados pela embaixadora brasileira em Caracas descrevem um cenário desolador, com mortes confirmadas e danos severos à infraestrutura venezuelana devido aos bombardeios.

Apesar da captura confirmada, o destino exato de Maduro e os planos de ocupação de Donald Trump permanecem sob uma nuvem de incertezas. Em nota, Lula classificou os ataques como uma "afronta gravíssima à soberania" e um "precedente perigoso".

O "Fator Petróleo" de Trump

Em coletiva de imprensa realizada em Mar-a-Lago, o presidente Donald Trump surpreendeu analistas ao omitir qualquer menção à restauração da democracia. Em vez disso, adotou um tom pragmático e agressivo, priorizando o controle territorial e o acesso às vastas reservas de petróleo da Venezuela. "Eles roubaram nosso petróleo... agora fizemos algo", afirmou o republicano, sinalizando que os EUA devem administrar o país durante uma "transição" sem prazo definido.

Diplomacia Travada e Impacto Eleitoral

Lula buscou articular uma resposta conjunta com líderes europeus, mas encontrou um continente dividido e sem uma reação unificada. Internamente, o Itamaraty questiona dois pontos cruciais:

A resistência interna: Até que ponto a população e as Forças Armadas venezuelanas oferecerão resistência a longo prazo?

O tabuleiro global: Quais foram as negociações de bastidores entre Trump, China e Rússia para permitir tal movimentação?

Impacto em 2026: No Brasil, o governo avalia que a queda de Maduro e a intervenção direta dos EUA fortalecerão o discurso da oposição, trazendo a pauta ideológica regional para o centro do debate eleitoral de 2026. Ao mesmo tempo, o tema deve se tornar o motor das eleições para o Congresso americano, onde Trump busca consolidar seu poder.

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