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Política Terça-feira, 07 de Julho de 2026, 15:46 - A | A

Terça-feira, 07 de Julho de 2026, 15h:46 - A | A

De surpresa

Ilde Taques calcula 17 votos para presidir a Câmara se reeleição for barrada

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Rompimento nos bastidores: Parlamentar revela mágoa profunda com Paula Calil após descobrir pela imprensa recuo em acordo por composição na Mesa Diretora.

CUIABÁ – Os bastidores da disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá pegaram fogo nesta terça-feira (7). O vereador Ilde Taques (Podemos) veio a público externar sua insatisfação e detalhar sua estratégia para conquistar a presidência do Legislativo cuiabano. O parlamentar garantiu possuir uma base sólida de até 17 votos favoráveis ao seu nome, mas ponderou que o desfecho real da eleição depende exclusivamente da votação da mudança no regimento interno da Casa, prevista para ocorrer ainda esta semana.

​Atualmente, as regras do Legislativo proíbem a reeleição consecutiva de membros da Mesa dentro da mesma legislatura. No entanto, para que o cenário mude e o tabuleiro seja inteiramente redesenhado, uma proposta que altera essa norma precisa angariar o voto de pelo menos 18 vereadores. Se a alteração não passar, a atual presidente, Paula Calil (PL), fica impedida de concorrer novamente, abrindo o caminho definitivo para a candidatura de Taques.

Aliança quebrada e desabafo

​Para além dos cálculos matemáticos no plenário, o tom do vereador do Podemos foi de profundo descontentamento. Ilde Taques não escondeu a mágoa e o sentimento de frustração com a postura de Paula Calil. Segundo o parlamentar, ambos vinham mantendo conversas avançadas e alinhando composições políticas para a futura Mesa Diretora.

​A reviravolta ocorreu quando Taques foi pego de surpresa ao descobrir, diretamente pela imprensa, que a atual presidente havia decidido colocar seu nome novamente na disputa, ignorando os diálogos prévios.

​"Tudo vai depender se passa ou não a votação do regimento. Se passar, muda o tabuleiro", apontou o vereador.

 

​Antes do movimento inesperado de Paula Calil, Taques contabilizava o apoio de 20 dos 27 parlamentares da Casa de Leis. Agora, com a iminente votação do regimento, a Câmara Municipal vive dias de intensa articulação e forte pressão política.

O Olhar Informação adverte: em política, o pior erro é combinar com o aliado e esquecer de avisar sobre a mudança de planos; a quebra de confiança entre Ilde Taques e Paula Calil transformou a Mesa Diretora num campo minado onde cada voto valerá ouro.

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