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18 de Fevereiro de 2026
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18 de Fevereiro de 2026

Política Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026, 01:18 - A | A

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026, 01h:18 - A | A

Filha da Tempestade

Heloísa Helena retorna ao Congresso e vira pesadelo para o Governo Lula

Suplente de Glauber Braga, ex-petista ignora alianças da Rede e lidera ofensiva por CPI que mira o setor financeiro e gera desconforto no PT.

OLHAR DA REDAÇÃO

​O retorno de Heloísa Helena (Rede-RJ) à Câmara dos Deputados, após 18 anos fora do Legislativo Federal, já cumpre a promessa feita em sua posse: "Não vim para fazer amigos". Substituindo o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) — suspenso por seis meses —, a ex-senadora e histórica dissidente do PT tornou-se a voz mais incômoda à esquerda do presidente Lula.

​O principal ponto de atrito atende pelo nome de CPI do Banco Master. Enquanto o Governo e a bancada do PT tentam evitar o desgaste de uma investigação que mira o capital financeiro, Heloísa Helena tem sido a principal articuladora na coleta de assinaturas, colocando o dedo na ferida de antigos aliados.

​Pressão e "Bílis no Coração"

​Heloísa, que foi expulsa do PT no início dos anos 2000 por não aceitar as conciliações da época, mantém o tom combativo. Em declarações recentes, ela criticou o que chama de "vassalagem" ao mercado financeiro e não poupou o governo ao qual seu próprio partido, a Rede Sustentabilidade, formalmente pertence.

​"Tenho grandes amigos e ferozes adversários no PT. Eu só não gosto de sorriso na boca e bílis no coração", disparou a deputada, deixando claro que sua passagem pelo Congresso, embora temporária, será marcada por um enfrentamento direto contra as pautas que considera coniventes com o "grande capital".

​A CPI que o PT não quer

​A proposta de criação da CPI para investigar o Caso Master é vista pelo governo como um foco de incêndio desnecessário em um ano de reeleição. No entanto, a força política de Heloísa Helena tem atraído inclusive parlamentares de oposição, unindo extremos em torno de uma investigação que o Planalto tenta, a todo custo, desidratar.

​Para interlocutores em Brasília, a presença de Heloísa Helena é "um fantasma do passado" que ressurge para cobrar coerência ideológica. Definindo-se como "filha da tempestade", ela já avisou que não terá paciência com o arcabouço fiscal e com as privatizações, sinalizando que a "dor de cabeça" do governo está apenas começando.

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