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Política Domingo, 18 de Janeiro de 2026, 18:48 - A | A

Domingo, 18 de Janeiro de 2026, 18h:48 - A | A

após transferência de Bolsonaro

Gustavo Gayer alerta para estratégia de "silenciamento" da direita nas redes

OLHAR DA REDAÇÃO 

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) utilizou suas redes sociais neste final de semana para fazer um alerta contundente à base conservadora e aos seus pares no Congresso. Segundo o parlamentar, existe uma movimentação coordenada para silenciar as vozes de direita no ambiente digital, justamente no momento em que a oposição enfrenta o desafio da transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda.

​A Estratégia do "Silêncio"

​Gayer descreveu uma pressão crescente sobre parlamentares para que cessem ou diminuam o tom das manifestações online. De acordo com o deputado, essa estratégia visa desidratar a força da oposição no campo digital — terreno onde a direita tem garantido suas principais vitórias eleitorais nos últimos anos.

​O parlamentar foi além ao questionar a origem dessas sugestões de recuo, chegando a sugerir que aqueles que pedem silêncio neste momento podem estar agindo como "infiltrados" a serviço de interesses governistas.

​Oposição Rejeita Recuo nas Redes

​Para Gayer, a ideia de que continuar expondo denúncias contra o governo Lula, criticando decisões do ministro Alexandre de Moraes ou repercutindo a prisão de Bolsonaro signifique "abandonar" o ex-presidente é um equívoco. Ele argumenta que:

  • Desgaste do Governo: A manutenção das críticas online é fundamental para desgastar a atual gestão federal perante a opinião pública.
  • Missão Eleitoral: O engajamento digital fortalece o nome do senador Flávio Bolsonaro para as eleições de outubro, cumprindo uma diretriz estabelecida pelo próprio ex-presidente.
  • Cuidado com Críticas Internas: O deputado pediu que outros parlamentares evitem ataques públicos a aliados sem antes compreender os bastidores das ações políticas.

​Ofensiva nos Bastidores e no Judiciário

​Apesar da ênfase no campo digital, o bloco de direita mantém uma agenda intensa de ações institucionais. Nomes como Nikolas Ferreira, Mario Frias, Bia Kicis e Carol de Toni lideram frentes que buscam denunciar a situação brasileira a entidades internacionais, além de acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Defensoria Pública.

​No plano legislativo e jurídico, o grupo articula duas frentes principais:

  1. Prisão Domiciliar: Um grupo de 160 deputados federais já manifestou apoio à concessão de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro. Um abaixo-assinado online deve ser divulgado em breve para mobilizar a população.
  2. Lei da Dosimetria: A oposição trabalha para derrubar o veto do presidente Lula à Lei da Dosimetria. A medida é vista como crucial, pois possui o potencial de resultar na libertação de presos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

​Acompanhe os desdobramentos desta e de outras notícias de Brasília no Olhar Informação.

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