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13 de Janeiro de 2026
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13 de Janeiro de 2026

Política Terça-feira, 25 de Novembro de 2025, 23:19 - A | A

Terça-feira, 25 de Novembro de 2025, 23h:19 - A | A

reeleição de lula

Governo Lula enfrenta tensões com Congresso e 'centrão' mira 2026

Da Redação

A publicação editorial da Folha de S.Paulo em 25 de novembro de 2025 analisa as tensões entre o governo federal e o Congresso Nacional, sugerindo que as atuais disputas transcendem as barganhas políticas usuais.

O texto aponta para a complexidade da gestão de coalizões em um sistema político fragmentado, com mais de duas dezenas de partidos de conteúdo programático limitado.

O editorial destaca conflitos simultâneos e distintos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A revolta petista com a decisão de Lira de entregar a relatoria de um projeto governista sobre facções criminosas a um opositor, e a insatisfação de Pacheco com a indicação de um auxiliar de confiança para o Supremo Tribunal Federal em vez de ceder à pressão corporativista, são exemplos citados.

Abaixo da superfície, o artigo identifica movimentos tectônicos mais profundos.

O Congresso tem ampliado seus poderes, especialmente sobre o Orçamento, e o 'centrão' —bloco de partidos fisiológicos— eleva o preço de seu apoio a governos, buscando aliados mais confiáveis que os atuais e demonstrando interesse em apoiar Tarcísio de Freitas em 2026.

O modelo de coalizão de Lula, que oferece pouco além de postos periféricos, é criticado.

O desgaste da popularidade presidencial e os reveses legislativos têm levado líderes e militantes do PT e aliados a expressar hostilidade crescente ao Congresso, rotulado como inimigo dos interesses populares em um estilo populista.

Essa animosidade é vista como preocupante, especialmente para um presidente com alta probabilidade de reeleição.

Apesar de o cenário político ser dinâmico, a Folha pondera que um Lula reeleito poderia estabelecer novas bases de diálogo, mas essa tarefa seria facilitada por votações consagradoras, o que não parece ser o cenário mais provável no momento.

A necessidade de reformas orçamentárias adiadas ressalta a importância da futura relação entre o Executivo e o Legislativo.

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