Da Redação Olhar Informação
O rastro do descaso: É triste ver o dinheiro do contribuinte apodrecendo em esqueletos de concreto enquanto a população mendiga atendimento; reativar obras paradas há anos custa caro e quem paga a conta do desprezo político somos todos nós.
Em um esforço para reverter o cenário de abandono que tomou conta de Cuiabá nos últimos anos, a gestão do prefeito Abilio Brunini iniciou uma corrida contra o tempo — e contra o desperdício — para concluir equipamentos públicos que estavam paralisados ou em ritmo de "tartaruga". Em pouco mais de um ano, a capital viu a entrega de unidades de saúde e educação que eram aguardadas, em alguns casos, há mais de 12 anos.
O exemplo mais emblemático desse descaso histórico é a Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Passaredo. O projeto ficou estagnado por mais de uma década, servindo apenas como monumento à má gestão, até ser retomado e finalmente inaugurado em janeiro de 2026. Agora, o espaço atende 12 mil moradores que, durante doze anos, pagaram impostos sem ter o posto de saúde prometido na porta de casa.
Saúde: O custo da ineficiência
Na rede de saúde, a reestruturação também alcançou o Centro Médico Infantil (CMI), anexo ao antigo Pronto-Socorro. O projeto, que nasceu durante a intervenção estadual em 2023 e foi abandonado ao longo de 2024, precisou ser retomado em 2025 para que os 183 profissionais pudessem, enfim, atender as crianças da capital.
Cada dia de obra parada não é apenas um dia sem atendimento; é um ralo de dinheiro público, já que estruturas abandonadas sofrem depredação e exigem reformas muito mais caras do que uma construção contínua.
Educação: O fim da espera nas comunidades
No setor educacional, o ritmo de entregas tenta tirar o atraso acumulado:
EMEB Prof.ª Esmeralda de Campos Fontes: Inaugurada no Ribeirão da Ponte neste dia 10 de março, com capacidade para 265 alunos.
EMEB Jescelino José Reiners: Localizada no Jardim Novo Horizonte, a escola aguardava a conclusão há oito anos. Hoje, atende 560 alunos em uma estrutura que inclui salas pedagógicas específicas para estudantes neurodivergentes.
Centro Amar: Uma iniciativa inédita para diagnóstico e acompanhamento de estudantes autistas, com meta de atender 2 mil alunos da rede municipal.
A prefeitura anuncia que outras duas unidades de educação devem ser entregues nos próximos dias, em uma tentativa de limpar o passivo de obras inacabadas deixado por administrações que trataram o planejamento urbano com desdém.
A conta chega para você
Embora a conclusão das obras seja motivo de alívio para os moradores beneficiados, o sentimento que fica é de indignação. Obras que levam dez anos para sair do papel custam o dobro ou o triplo do valor original devido aos aditivos contratuais e à deterioração dos materiais. No fim das contas, a "política do desprezo" ataca diretamente o bolso de quem trabalha.
Olhar Informação: Obra parada é sinônimo de desrespeito e dinheiro jogado no lixo. A dignidade do cidadão cuiabano não pode esperar dez anos para ser inaugurada!
