Enfim, um grito em favor da Baixada Cuiabana: contra o descaso e o fantasma do esquecimento, Parlamento exige cumprimento de contrato com a Rumo.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), subiu o tom e mandou um recado claro ao mercado e aos operadores logísticos: o Parlamento não aceitará, sob hipótese alguma, que a Ferrovia Estadual, sob concessão da Rumo Logística, deixe de contemplar Cuiabá e a região da Baixada Cuiabana com um terminal de cargas e passageiros.
A cobrança enérgica do chefe do Legislativo surge em um momento crucial. Para muitos observadores, o descaso com o avanço dos trilhos em direção à capital vinha se tornando evidente diante do ritmo e do foco das obras. Ao centralizar as atenções na expansão do modal rumo ao norte do estado, o traçado que deveria abraçar a região metropolitana corria o risco de ser empurrado para um segundo plano indefinido. Com sua manifestação, a força política de Max Russi acende uma luz no fim do túnel para uma região historicamente preterida nos grandes eixos de escoamento.
“Nós não vamos aceitar isso. Se porventura vier algo nessa direção, a Assembleia vai agir de todas as formas possíveis”, assegurou o presidente da ALMT, garantindo pulso firme contra qualquer tentativa de alteração do projeto original.
O Resgate do Sonho de Vicente Vuolo
A cobrança firme de Max Russi também carrega um forte simbolismo histórico e emocional para o estado. Há décadas, a chegada do trem à capital mato-grossense move o imaginário e a luta política local. Com essa articulação institucional, fica evidente que o sonho do eterno "pai da ferrovia", o ex-senador Vicente Vuolo — que dedicou a vida para conectar Mato Grosso aos grandes portos nacionais —, não está sepultado.
Segundo Max Russi, a conclusão das obras até o município de Dom Aquino representa apenas a largada do cronograma. O parlamentar relembrou que a aprovação das leis que viabilizaram o pioneiro modelo de ferrovia estadual dentro da ALMT teve como contrapartida inegociável o compromisso de trazer os trilhos até a capital.
Posição Estratégica e Fiscalização Rigorosa
Além do resgate histórico, o presidente da Casa de Leis destacou que Cuiabá ocupa uma posição geográfica e econômica estratégica, funcionando como o hub natural para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico de toda a Baixada Cuiabana. A chegada do terminal ferroviário promete equilibrar as oportunidades de industrialização e logística, integrando a região metropolitana de forma definitiva à pujança do agronegócio estadual.
Apesar dos rumores de bastidores sobre possíveis readequações de rota por parte da concessionária, Max Russi declarou manter o otimismo de que o planejamento inicial será honrado, mas avisou que a Assembleia não irá baixar a guarda:
“Eu acredito que chegará a Cuiabá. E nós vamos estar daqui uns anos comemorando o terminal na nossa capital”, pontuou o deputado, reafirmando que a comissão de acompanhamento da ALMT seguirá fiscalizando cada metro de trilho assentado.
Atento aos trilhos do desenvolvimento e cobrando o respeito que a nossa capital merece, o Olhar Informação segue vigilante para garantir que as promessas feitas à Baixada Cuiabana não fiquem perdidas pelo caminho.
