Por Olhar Informação
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (14) que deixará o comando da pasta ainda em janeiro de 2026. O movimento antecipa o cronograma anteriormente previsto — que indicava uma saída até fevereiro — e marca o início de sua transição para uma atuação estratégica na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar da saída iminente para se dedicar ao projeto político do PT, Haddad descartou assumir a coordenação formal da campanha. O ministro, no entanto, deixou as portas abertas para participar ativamente da elaboração do programa de governo, papel que já desempenhou em 2018, antes de assumir a cabeça da chapa após a prisão de Lula.
Foco no Programa de Governo e Diálogo Partidário
Haddad reiterou que sua contribuição será técnica e política, mas fora das urnas. Ele reafirmou o desejo de não concorrer a cargos eletivos no próximo pleito, contrariando o desejo de alas do Partido dos Trabalhadores que gostariam de vê-lo disputando um novo cargo em 2026.
"Tem muita coisa em jogo, não só na economia", afirmou o ministro, sinalizando que sua interlocução com o partido buscará as melhores formas de fortalecer o projeto governista além dos indicadores financeiros.
Sucessão no Ministério da Fazenda
Com a saída confirmada para as próximas semanas, a atenção se volta para o substituto no quarto andar do Bloco P. Embora Dario Durigan, atual secretário-executivo, seja o nome mais forte e já esteja liderando a pasta interinamente durante as férias de Haddad (que se encerraram em 11 de janeiro), o ministro ainda não confirmou oficialmente se ele será o sucessor definitivo.
A saída de Haddad é vista como um movimento estratégico para permitir que ele circule com maior liberdade política, dialogando com setores da sociedade e ajudando a estruturar as bases do que será o plano de governo para um eventual segundo mandato de Lula, mantendo a coesão entre a agenda econômica atual e as promessas de campanha.
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