Da Redação Olhar Informação
"Inimigos hoje, aliados amanhã": A dinâmica da política mato-grossense mostra que divergências do passado podem ser superadas por estratégias de sobrevivência e poder em 2026
CUIABÁ – O cenário político de Mato Grosso provou, mais uma vez, que as alianças são tão fluidas quanto os interesses eleitorais. Durante evento do Sebrae na capital, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), sinalizou que o gelo entre ele e o ex-governador Pedro Taques (PSB) pode estar derretendo. A movimentação ocorre em um momento crucial, onde as peças para a disputa de 2026 começam a ser posicionadas com foco no Senado e no Governo do Estado.
Fávaro, que deve deixar o ministério nos próximos 20 dias para retomar sua cadeira no Senado e pavimentar sua reeleição, tratou com naturalidade a possibilidade de compor com o antigo aliado, de quem se distanciou em 2018. "Divergências do passado não são impedimento. Tenho um grande respeito e admiração pela história e pelo legado de Pedro Taques", afirmou o ministro.
Estratégia Acima do Pessoal
Como dizem os políticos mais experientes, na política "não se guarda rancor, se guarda a astúcia para o momento certo". Fávaro enfatizou que a construção de chapas vai além de simpatias pessoais, sendo fruto de articulações entre partidos e federações. A reaproximação ganha força dentro do campo político ligado à base do governo Lula, onde o nome de Taques volta a ser ventilado como um quadro de peso para fortalecer o grupo em Mato Grosso.
O Tabuleiro de 2026
A estratégia de Fávaro para o próximo pleito parece clara:
- Reeleição ao Senado: Fávaro busca consolidar sua vaga, possivelmente tendo Carlos Augustin (Teti) como primeiro suplente.
- Renovação no Governo: O ministro reiterou seu entusiasmo pela pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko ao Palácio Paiaguás, classificando-a como a "grande revelação" da política estadual.
- Sucessão no MAPA: Sobre quem assume o Ministério da Agricultura, Fávaro deixou a decisão nas mãos do presidente Lula, embora nomes como Luis Rua e André de Paula estejam no radar.
Inimigos ou Aliados?
Em um Brasil onde a polarização e a politização estão a todo vapor, a sinalização de Fávaro sobre Taques mostra que o pragmatismo é a regra de ouro. Se em 2018 o rompimento foi marcado por críticas públicas, o horizonte de 2026 exige união para enfrentar os adversários locais.
A pergunta que fica nos bastidores é: até onde essa "reconciliação" conseguirá aglutinar as forças necessárias para mudar o eixo do poder em Mato Grosso? O que se sabe é que o diálogo foi aberto e as antigas mágoas parecem ter ficado no retrovisor da história.
Este texto contém informações baseadas em atualizações do site Olhar Informação sobre as declarações do Ministro Carlos Fávaro e as articulações políticas para as eleições de 2026.
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