Da Redação Olhar Informação
Falha técnica em lei aprovada em 2025 gera imbróglio territorial entre Cuiabá e Leverger; Prefeito Abilio Brunini se mobiliza para evitar perda de arrecadação e território.
Cuiabá – O mapa de Mato Grosso está prestes a passar por uma nova revisão "a toque de caixa". O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (PSB), confirmou que uma falha técnica no traçado das novas divisas territoriais entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger precisa de ajustes imediatos. O erro, fruto de uma lei aprovada no final de 2025, acabou por transferir — acidentalmente — dois bairros da capital e a área do novo Hospital Universitário Júlio Müller para o município vizinho.
O projeto original, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), tinha um objetivo nobre e consensual: consolidar o Morro de Santo Antônio como território de Leverger para impulsionar o turismo. No entanto, na hora de traçar as coordenadas, a linha avançou sobre áreas urbanas consolidadas da capital mato-grossense.
O fator Júlio Müller
O ponto mais crítico do imbróglio é o Novo Hospital Universitário Júlio Müller. Com previsão de entrega para dezembro de 2026, a unidade é peça-chave na rede de saúde pública do estado. A transferência "no papel" para Santo Antônio do Leverger gerou um alerta vermelho no Palácio Alencastro e na Secretaria de Estado de Saúde.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reuniu-se com Max Russi na última terça-feira (10) para formalizar sua discordância. Além da questão territorial, há uma preocupação logística e financeira: o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, e o próprio prefeito questionam se Santo Antônio teria capacidade financeira para administrar ou dar suporte a uma estrutura desse porte.
"A linha da divisória não é uma linha correta. Não concordamos que dois bairros de Cuiabá sejam retirados da capital. Precisamos ajustar o início e o fim da divisa por marcos naturais para não termos problemas no futuro", afirmou Max Russi.
Próximos Passos
Para sanar o erro, uma força-tarefa foi montada:
Sexta-feira (13): Reunião coordenada por Wilson Santos com técnicos para refazer o mapa.
Próxima semana: Apresentação de uma nova proposta de lei ao plenário da ALMT.
A expectativa é que a correção seja célere, devolvendo os bairros e o hospital à jurisdição cuiabana, mantendo apenas o Morro de Santo Antônio sob o domínio de Leverger, como planejado inicialmente pelo parlamentar Wilson Santos.
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