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14 de Março de 2026
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14 de Março de 2026

Política Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 06:31 - A | A

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 06h:31 - A | A

Max Russi exige correção urgente

Erro em traçado de Wilson Santos pode “dar” novo Hospital Júlio Müller e dois bairros a Santo Antônio

Da Redação Olhar Informação 

Falha técnica em lei aprovada em 2025 gera imbróglio territorial entre Cuiabá e Leverger; Prefeito Abilio Brunini se mobiliza para evitar perda de arrecadação e território.

Cuiabá – O mapa de Mato Grosso está prestes a passar por uma nova revisão "a toque de caixa". O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (PSB), confirmou que uma falha técnica no traçado das novas divisas territoriais entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger precisa de ajustes imediatos. O erro, fruto de uma lei aprovada no final de 2025, acabou por transferir — acidentalmente — dois bairros da capital e a área do novo Hospital Universitário Júlio Müller para o município vizinho.

O projeto original, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), tinha um objetivo nobre e consensual: consolidar o Morro de Santo Antônio como território de Leverger para impulsionar o turismo. No entanto, na hora de traçar as coordenadas, a linha avançou sobre áreas urbanas consolidadas da capital mato-grossense.

O fator Júlio Müller

O ponto mais crítico do imbróglio é o Novo Hospital Universitário Júlio Müller. Com previsão de entrega para dezembro de 2026, a unidade é peça-chave na rede de saúde pública do estado. A transferência "no papel" para Santo Antônio do Leverger gerou um alerta vermelho no Palácio Alencastro e na Secretaria de Estado de Saúde.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reuniu-se com Max Russi na última terça-feira (10) para formalizar sua discordância. Além da questão territorial, há uma preocupação logística e financeira: o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, e o próprio prefeito questionam se Santo Antônio teria capacidade financeira para administrar ou dar suporte a uma estrutura desse porte.

"A linha da divisória não é uma linha correta. Não concordamos que dois bairros de Cuiabá sejam retirados da capital. Precisamos ajustar o início e o fim da divisa por marcos naturais para não termos problemas no futuro", afirmou Max Russi.

Próximos Passos

Para sanar o erro, uma força-tarefa foi montada:

Sexta-feira (13): Reunião coordenada por Wilson Santos com técnicos para refazer o mapa.

Próxima semana: Apresentação de uma nova proposta de lei ao plenário da ALMT.

A expectativa é que a correção seja célere, devolvendo os bairros e o hospital à jurisdição cuiabana, mantendo apenas o Morro de Santo Antônio sob o domínio de Leverger, como planejado   inicialmente   pelo  parlamentar Wilson Santos.

Olhar Informação: Onde o detalhe técnico encontra o impacto político — a notícia que define o futuro da nossa capital.

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