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13 de Junho de 2026
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Política Domingo, 24 de Maio de 2026, 09:12 - A | A

Domingo, 24 de Maio de 2026, 09h:12 - A | A

Os milhões dos candidatos

Declarações à Justiça Eleitoral revelam patrimônios expressivos dos candidatos ao governo

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Com fortunas que chegam a quase R$ 380 milhões, levantamento expõe o poder econômico dos veteranos na disputa pelo Palácio Paiaguás

​Os bastidores da corrida eleitoral de 2026 para o Governo do Estado de Mato Grosso ganham um novo capítulo com a exposição do poder financeiro de grande parte dos concorrentes. Um levantamento realizado com base nas declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral em pleitos passados revela que os principais candidatos veteranos possuem contas bancárias e patrimônios recheados com cifras milionárias. Por se basear em dados históricos, a análise deixa de fora os chamados "novatos" da política regional, que nunca precisaram prestar esse tipo de conta anteriormente.

​No topo isolado dessa lista de bilionários e milionários está o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Embora seus dados de patrimônio não estivessem disponíveis publicamente na campanha de 2022 — quando foi reeleito vice-governador —, no pleito de 2018 Pivetta declarou uma fortuna impressionante de R$ 379,4 milhões. O montante é composto por extensas propriedades rurais e participações acionárias em grandes companhias, como a Agropecuária Margarida LTDA, Vanguarda São Paulo Logística de Transportes LTDA e a Rádio Regional Centro Norte LTDA.

​Logo em seguida, o senador Jayme Campos (União) aparece como o segundo mais abastado do ranking. Em sua última disputa nas urnas, também em 2018, o cacique político informou possuir R$ 35,2 milhões em bens. Sua declaração inclui uma vasta lista de imóveis, veículos, direitos a receber de empréstimos concedidos a pessoas físicas e cotas em empresas tradicionais, como o Capital Fritanser Frigorífico Tangará da Serra LTDA e a Várzea Grande Armazéns Gerais LTDA.

​O empresário Maurício Tonhá, que entra na disputa pelo partido Democracia Cristã, também ostenta força econômica. Em sua última candidatura, em 2020 — quando concorreu à prefeitura de Água Boa —, "Maurição" declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 20,5 milhões, distribuído entre imóveis, maquinários e equipamentos agrícolas, além de participação societária em empresas do setor.

​Fechando o grupo dos milionários conhecidos está o senador Wellington Fagundes (PL). Considerado o "menos rico" da lista de veteranos, Fagundes declarou possuir R$ 8,6 milhões na eleição de 2022, patrimônio este ancorado em imóveis, cotas empresariais, um veículo e cabeças de gado.

​Por outro lado, nomes como Natasha Slhessarenko (PSB), Marcelo Maluf (Novo), Alex Puccinelli (Democrata) e Rafaell Milas (Missão) entram no cenário atual sem um histórico patrimonial recente registrado na base de dados da Justiça Eleitoral.

Olhar Informação: "Em Mato Grosso, onde a força do agronegócio e do empresariado dita o ritmo do PIB, a política inevitavelmente reflete essa pujança financeira; os números mostram que a disputa pelo Governo do Estado não é apenas um embate de propostas, mas também um tabuleiro onde o peso do capital privado dos candidatos joga um papel decisivo na balança do poder."

*Fonte Gazeta Digital 

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