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17 de Junho de 2026
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Política Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026, 07:42 - A | A

Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026, 07h:42 - A | A

O Poder das Emendas

Centrão adota neutralidade presidencial para "blindar" bancadas e bilionários recursos em 2026

Da Redação Olhar Informação 

Com foco em MDB, União Brasil e Progressistas, estratégia visa o controle de R$ 37 milhões por deputado; foco é fortalecer prefeituras em 2028.

CUIABÁ – Enquanto os holofotes se voltam para o duelo presidencial entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), os caciques do chamado "Centrão" já desenharam sua verdadeira prioridade para 2026: o controle do Orçamento da União. Partidos como MDB, União Brasil e Progressistas decidiram priorizar listas de candidatos "pesados" para a Câmara Federal e o Senado, deixando a disputa pelo Planalto em segundo plano através de uma calculada neutralidade.

A lógica é pragmática e matemática. Ao não se vincularem oficialmente a um dos polos presidenciais, essas legendas conseguem atrair palanques regionais diversos e maximizar a eleição de parlamentares. O objetivo final? O controle das emendas impositivas, que no último ano garantiram cerca de R$ 37 milhões por deputado e impressionantes R$ 68 milhões por senador.

O Cofre das Comissões e o Olhar em 2028

A estratégia vai além do valor individual. Ao elegerem as maiores bancadas, esses partidos garantem a presidência de comissões estratégicas, como Saúde e Educação, onde são geridas as vultosas emendas de comissão. Esse recurso é o "combustível" para os aliados no interior, pavimentando o caminho para a eleição de prefeitos e vereadores em 2028.

O Fator PSD e a Divisão na Direita

O PSD, sob o comando de Gilberto Kassab, utiliza uma tática ligeiramente diferente: lança uma candidatura presidencial própria para dar visibilidade aos seus quadros e fortalecer a bancada no Congresso. No entanto, essa movimentação pode gerar dois impactos imediatos:

Rachas Internos: Setores que defendem a neutralidade entram em conflito com as alas mais ideológicas.

Prejuízo a Flávio Bolsonaro: A fragmentação do apoio do Centrão pode dificultar a consolidação de uma aliança nacional robusta em torno do filho do ex-presidente, indiretamente facilitando o caminho do PT e de Lula à reeleição ao desviar o foco da polarização para as disputas parlamentares.

Equilíbrio de Forças

Para os analistas, o Centrão entendeu que, independentemente de quem ocupe a cadeira presidencial, quem detém o controle do Legislativo detém o controle da governabilidade e do cofre. Em 2026, a sobrevivência política e a força regional valem mais do que qualquer bandeira ideológica.

Olhar Informação: A notícia que conecta você aos bastidores que definem os rumos do poder em Brasília e Mato Grosso.

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