Em 5 de novembro de 2025, durante a votação do projeto de lei que isenta do Imposto de Renda os brasileiros com renda mensal até R$ 5 mil, o senador Renan Calheiros (MDB), adversário histórico de Arthur Lira (PP) em Alagoas, provocou o deputado, que atuou como relator da matéria na Câmara.
Renan, relator no Senado, acusou o projeto de ter permanecido parado por sete meses na Câmara, o que indicaria uma inapetência e indisposição política para sua aprovação. Essa crítica ocorreu no contexto de uma disputa pelo protagonismo em torno da proposta enviada pelo governo Lula (PT).
Em 24 de setembro de 2025, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por Renan, aprovou um projeto similar, pressionando a Câmara. Uma semana depois, em 1º de outubro, os deputados aprovaram o texto do governo.
Renan questionou como explicar à nação que uma proposta de tal magnitude ficasse subordinada a interesses de minorias, agendas não prioritárias e rechaçadas pela população. Ele destacou que o projeto esteve condicionado à aprovação da PEC da Blindagem, uma regalia indefensável que foi rejeitada, e até à anistia, para a qual se votou urgência.
Essa subordinação, segundo Renan, foi espúria e divorciada dos anseios nacionais, reforçando a rivalidade entre os parlamentares alagoanos no cenário político brasileiro.
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