Da Redação Olhar Informação
Com aval da União e disputa entre bancos, Prefeitura reduz custo total de financiamento em 20% comparado a gestões anteriores; Santander venceu certame.
CUIABÁ – Em uma movimentação estratégica para garantir investimentos em infraestrutura, o secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, apresentou nesta quarta-feira (15) os detalhes técnicos do novo pedido de empréstimo da Prefeitura de Cuiabá. O principal trunfo da equipe econômica levado à Câmara Municipal é a economia real de R$ 48,78 milhões no custo final da operação, fruto de uma nova modelagem financeira que coloca a capital mato-grossense com uma das menores taxas de juros do Brasil em 2026.
Salto na Qualidade Fiscal
Durante a apresentação no gabinete da presidência da Câmara, sob a condução da vereadora Paula Calil, Bussiki destacou que o montante financiado, de R$ 111,6 milhões, terá um custo total projetado de R$ 203 milhões ao longo de 10 anos. O valor é significativamente inferior aos R$ 252 milhões projetados em operações similares em 2019.
A "chave" para essa redução foi a adesão de Cuiabá ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF). Com as contas em dia, o município obteve o aval da União, o que reduz drasticamente o risco para as instituições financeiras.
"A diferença evidencia um salto de qualidade fiscal. O equilíbrio que alcançamos permitiu acessar condições muito mais vantajosas no mercado", afirmou o secretário.
A Disputa Bancária
A transparência e a competitividade marcaram o processo de escolha. Cinco instituições financeiras participaram de três rodadas de negociação. O Banco Santander sagrou-se vencedor com a proposta de CDI + 0,86% ao ano, superando gigantes como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Para efeito de comparação, o cenário atual é muito mais favorável que em anos anteriores:
- 2024: Operação (revogada) previa taxa de CDI + 7%.
- 2019: Crédito contratado com taxa de CDI + 5,40%.
- 2026 (Atual): Taxa de CDI + 0,86%.
Onde o Recurso será Aplicado?
A gestão municipal reforça que o empréstimo não representa um risco fiscal, mas sim uma oportunidade de investimento viabilizada pelo ajuste de contas. Os R$ 111,6 milhões serão destinados a:
- Infraestrutura: Pavimentação asfáltica em 19 bairros da capital.
- Saúde e Educação: Aportes para melhorias em unidades e serviços essenciais.
A proposta agora segue para análise e debate nas comissões da Câmara Municipal antes de ser submetida à votação em plenário.
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