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20 de Julho de 2026
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Política Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 08:46 - A | A

Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 08h:46 - A | A

Jogo politico

Atual vice-presidente descarta retorno a São Paulo e avisa: se for rifado da chapa, encerra carreira política.

Arte-@sidsidao12

Da Redação Olhar Informação 

O tabuleiro político para a sucessão presidencial de 2026 sofreu um abalo sísmico nos bastidores de Brasília. Líderes do PT e ministros do núcleo duro do governo mudaram drasticamente de postura e já negociam, sob o aval direto do presidente Lula, a indicação de um nome do MDB para ocupar a vaga de vice na chapa da reeleição. A estratégia marca o fim da era "Lula-Alckmin", que até o final de 2023 era tida como intocável.

O fator São Paulo e o "empurrão" de Lula

Em entrevista recente ao UOL, Lula deu o tom da nova estratégia ao afirmar que o PT possui "muito voto em São Paulo" e tem plenas condições de vencer o governo paulista. O presidente citou nominalmente Geraldo Alckmin ou Fernando Haddad como possíveis candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, o que foi interpretado como um convite — ou uma pressão — para que Alckmin libere a vaga de vice.

Alckmin no impasse: Vice ou aposentadoria

A reação do atual vice-presidente foi imediata nos bastidores. Alckmin já informou a aliados próximos que não tem interesse em disputar o governo de São Paulo novamente. Seu desejo é manter a dobradinha com Lula. O recado foi enfático: caso não seja mantido na chapa presidencial, ele pretende se retirar definitivamente da vida política, embora prometa continuar fazendo campanha pela reeleição do petista como um aliado externo.

Desconforto no PSB

O PSB, partido de Alckmin, recebeu a notícia com profundo incômodo. A legenda planeja uma reunião de emergência com Lula para tratar do tema, confiando na relação histórica e nos acordos firmados para as eleições em 16 estados, incluindo os colégios eleitorais de São Paulo e Minas Gerais. Para os socialistas, a saída de Alckmin da chapa rompe o símbolo da frente ampla que derrotou o bolsonarismo em 2022.

​A negociação com o MDB, entretanto, avança como uma tentativa de consolidar uma base de apoio mais sólida no Congresso Nacional e atrair setores do agronegócio e do centro que ainda resistem ao governo.

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