Cuiabá, 21 de maio de 2026
Uma fiscalização realizada pela vereadora Maysa Leão nas instalações da prometida Casa do Autista, em Cuiabá, acendeu um alerta vermelho sobre a gestão de obras públicas na capital. A vistoria da parlamentar foi motivada por graves denúncias feitas por mães de autistas que aguardam o suporte prometido. Em publicação nas suas redes sociais, a vereadora expôs o cenário de abandono do local e teceu duras críticas à postura do atual gestor do município.
Ao chegar ao ponto onde deveria funcionar o centro de atendimento, Maysa relatou ter encontrado um cenário de total paralisia: muito mato alto, tapumes e portões trancados com cadeados.
"Nenhuma movimentação. Nenhuma máquina, nenhum trabalhador, nenhum sinal de que a obra esteja acontecendo", desabafou a parlamentar, cobrando respostas sobre o estágio real dessa promessa de campanha.
Críticas a Lançamento com "Pirotecnia e Telão"
O ponto central da crítica da vereadora gira em torno do contraste entre a propaganda oficial e a realidade enfrentada pelas famílias atípicas. Maysa Leão classificou as ações de divulgação da prefeitura como uma ilusão que desrespeita a comunidade.
"A população merece respeito. Não dá para fazer lançamento com telão, pirotecnia e divulgação como se tudo estivesse resolvido, enquanto a realidade continua trancada atrás de um portão", disparou.
Para a parlamentar, o evento de lançamento cercado de publicidade demonstra "zero compromisso" com a urgência e a necessidade real das famílias que precisam de acolhimento e atendimento digno para seus filhos.
O Impacto na Comunidade Atípica
A Casa do Autista é uma demanda antiga e vital para a saúde pública e assistência social de Cuiabá. O atraso e o estado de abandono do prédio geram impactos diretos na ponta:
-
Desassistência: Mães e cuidadores continuam sem o suporte terapêutico e médico centralizado que o espaço deveria oferecer.
-
Propaganda vs. Realidade: A falta de transparência sobre o cronograma deixa a comunidade sem qualquer previsão concreta de inauguração real.
-
Deterioração: Estruturas abandonadas e expostas ao tempo e ao mato alto correm o risco de sofrer danos antes mesmo de serem entregues, gerando desperdício de dinheiro público.
Maysa Leão garantiu que não vai parar a fiscalização e que continuará cobrando transparência total do Executivo Municipal.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Prefeitura para obter um posicionamento sobre as críticas em relação ao lançamento da obra e os motivos do canteiro estar fechado com cadeados e sem operários. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
