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19 de Julho de 2026
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Política Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 15:07 - A | A

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 15h:07 - A | A

Reviravolta no STF

André Mendonça devolve autonomia à PF em investigação sobre o Banco Master

Da Redação Olhar Informação 

Decisão do novo relator autoriza Polícia Federal a definir peritos para analisar celulares e documentos da Operação Compliance Zero; medida ocorre após saída de Dias Toffoli do caso por menções a pagamentos suspeitos encontradas em aparelhos apreendidos.

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, proferiu uma decisão estratégica que devolve à Polícia Federal (PF) o controle técnico sobre as investigações da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro. Com o despacho, cabe agora à própria corporação definir quem serão os peritos responsáveis pela análise dos celulares e documentos recolhidos.

A mudança de postura do Judiciário ocorreu após uma reunião crucial, realizada na última semana, entre os delegados que lideram o inquérito e o ministro Mendonça, atual relator do caso. O encontro serviu para restabelecer as atribuições naturais da PF dentro de uma investigação policial que não teve origem no Judiciário, garantindo maior independência na condução das diligências internas.

O rastro dos pagamentos e a troca de relatoria

O inquérito ganhou novos contornos de sensibilidade após a saída do ministro Dias Toffoli da condução do processo. A saída foi precipitada por um relatório entregue pela Polícia Federal ao presidente do STF, Edson Fachin.

No documento, a PF apontou a existência de mensagens no celular de Daniel Vorcaro — principal investigado e figura central do Banco Master — que mencionariam pagamentos realizados ao ministro Toffoli. O aparelho em questão foi apreendido ainda em 2025, durante a primeira fase da operação, quando o caso tramitava na primeira instância.

Compliance Zero: O que está em jogo?

A operação investiga supostas irregularidades e movimentações financeiras atípicas ligadas ao Banco Master. Com a perícia agora sob total gestão da PF, a expectativa é que o cruzamento de dados entre a primeira e a segunda fase da operação acelere a identificação de possíveis beneficiários de esquemas de corrupção ou lavagem de dinheiro.

A decisão de Mendonça é vista nos bastidores de Brasília como um movimento para blindar a lisura do inquérito, evitando questionamentos sobre interferências externas na escolha dos profissionais que manuseiam provas sensíveis envolvendo autoridades de alto escalão.

O Olhar Informação ressalta: A transparência nas instituições é o único caminho para a justiça plena. Onde há dinheiro público ou influência de poder sob suspeita, a perícia técnica deve ser intocável.

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