Da Redação Olhar Informação
Do incentivo à defesa pessoal à prioridade em escolas: Prefeito barra projetos de aliados e opositores sob justificativa de impacto financeiro; vereadores decidem nesta quinta se derrubam decisões do Executivo ou se mantêm o arquivo das propostas.
Cuiabá — A sessão ordinária desta quinta-feira (19) na Câmara Municipal de Cuiabá promete ser uma das mais tensas deste início de legislatura. O plenário deve analisar uma extensa pauta de 11 vetos, entre totais e parciais, assinados pelo prefeito Abílio Brunini (PL). O "rodo" do Executivo atingiu projetos de lei que tratam de temas sensíveis, como segurança da mulher, infraestrutura para carros elétricos e direitos de servidores.
Os vetos miram propostas de parlamentares que, curiosamente, ocupam diferentes espectros na Casa. Daniel Monteiro (Republicanos) e Maysa Leão (Republicanos) — esta última com embates públicos frequentes contra o prefeito — tiveram duas iniciativas barradas cada. Entre elas, o programa “Cuidadora Guardiã”, de Maysa e Katiuscia Manteli (PSB), que visava regulamentar o cuidado infantil domiciliar remunerado.
Projetos Sociais na Linha de Frente
A lista de impedimentos é diversa e atinge diretamente a ponta da prestação de serviço ao cidadão. Entre os principais projetos vetados por Abílio, destacam-se:
- Meia-entrada para Agentes de Saúde: Proposta de Adevair Cabral (PSB) para ACS e ACE.
- Vaga para Irmãos: Prioridade de matrícula na mesma unidade escolar municipal (Adevair Cabral).
- Concursos Públicos: Proibição de certames exclusivamente para cadastro de reserva (Demilson Nogueira - PP).
- Defesa Pessoal: Incentivo à capacitação em defesa pessoal para mulheres (Katiuscia Manteli - PSB).
- Mobilidade: Infraestrutura de recarga para carros elétricos em condomínios (Marcrean Santos - MDB).
O Argumento do Paço e o Peso dos Votos
Para justificar a "canetada", o Palácio Alencastro utilizou o tripé técnico padrão: ausência de impacto financeiro, violação da separação de Poderes (quando o Legislativo cria obrigação para o Executivo) e invasão de competência municipal.
Apesar das justificativas, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) já emitiu parecer favorável à manutenção dos vetos. No entanto, a palavra final é do plenário. Para que as decisões do prefeito sejam derrubadas, é necessária a maioria absoluta dos votos dos vereadores. Caso contrário, as propostas seguem definitivamente para o arquivo.
O desfecho da votação será um termômetro real da governabilidade de Abílio e da disposição da Câmara em ceder ou enfrentar as diretrizes fiscais do prefeito.
Olhar Informação: A notícia com a precisão de uma Flexa.
últimas

Ademir 19/02/2026
Cadê vez que um vereador cria uma despesa ou ação, é evidente que tem.de dizer de onde vem o dinheiro do Orçamento , onde será cortado , para inserir outro, porque se não foi feito para o Orçamento de 2026 , então é simples , tem de mostrar a que veio, fazer os pedidos corretos e sem populismo barato de alguns que mal sabem fazer conta e querem só dizer que apresentaram , uma porcaria sem fundamento , foi só isso que fazem os péssimos vereadores que não tem inteligência e preparo!!!
1 comentários