Jair Bolsonaro (PL) completa 100 dias em prisão domiciliar nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, uma medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), que impõe diversas restrições ao ex-presidente, incluindo a proibição de usar celular e contatar outros investigados, segundo a CNN Brasil.
A prisão domiciliar foi decretada após Bolsonaro não cumprir medidas judiciais ligadas à investigação sobre as ações de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em ataques ao sistema Judiciário, com o parlamentar tendo sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), levando Moraes a impor as atuais restrições ao ex-presidente.
Essas determinações não estão diretamente relacionadas à sentença de Bolsonaro de 27 anos e três meses de prisão pelo STF por supostamente liderar um plano de golpe de Estado; no entanto, a defesa está considerando solicitar que o período de prisão domiciliar seja deduzido da sentença no futuro.
Desde a condenação em 13 de outubro, a defesa tentou, sem sucesso, revogar as medidas cautelares, mas Moraes rejeitou o pedido, afirmando que manter a prisão domiciliar é "necessário e adequado" dado o risco de fuga e a gravidade dos atos atribuídos ao ex-presidente.
Durante este período, Bolsonaro deixou sua residência três vezes para atendimento médico — duas vezes com autorização judicial e uma em emergência — e só pode receber visitas com permissão expressa de Moraes, além de usar uma tornozeleira eletrônica e ser proibido de acessar as redes sociais, frequentar embaixadas ou consulados e contatar embaixadores e autoridades estrangeiras; além disso, ele só pode receber visitas com autorização judicial, com aliados políticos e um grupo de oração comumente visitando às quartas-feiras a pedido de sua defesa.
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