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10 de Dezembro de 2025
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Polícia Quinta-feira, 27 de Novembro de 2025, 21:44 - A | A

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2025, 21h:44 - A | A

por tempo indeterminado

TJMT afasta juízes Mirko Giannotte e Silvia Anffe por suspeitas de corrupção

Da Redação

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve, por unanimidade, nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025, o afastamento por tempo indeterminado dos magistrados Mirko Vincenzo Giannotte e Silvia Renata Anffe, devido a suspeitas de corrupção.

Mirko Vincenzo Giannotte é titular da Vara Especializada da Fazenda Pública de Sinop, e Silvia Renata Anffe atuava na 2ª Vara Cível de Sorriso.

A decisão foi tomada durante sessão realizada a portas fechadas devido ao sigilo dos processos que tramitam na Corregedoria do Tribunal, e os processos que envolvem os magistrados seguem em segredo de justiça, o que justifica a natureza não pública do julgamento.

Segundo informações, Silvia Renata Anffe teria movimentado, em três anos, mais de 10 milhões de reais em compras de joias, sapatos, bolsas e outros produtos de alto valor, adquiridos em seu próprio CPF, com a Corregedoria Geral do Poder Judiciário apurando esses dados junto à Secretaria de Estado de Fazenda.

A Corregedoria Geral do Poder Judiciário de Mato Grosso já afastou, em 2025, cinco magistrados de suas funções para apuração de irregularidades administrativas e disciplinares, incluindo Anderson Candiotto, Tatiana dos Santos Batista, Renato José de Almeida Costa Filho (que já retornou às atividades), Silvia Renata Anffe Souza Alves de Moura e Mirko Vincenzo Giannotte.

Anteriormente, os dois juízes já haviam sido afastados por decisão monocrática do desembargador e corregedor-geral do TJMT, José Luiz Leite Lindote, e a decisão colegiada do Órgão Especial serve para validar e manter essa medida cautelar, reforçando a gravidade das suspeitas ou a necessidade de preservar a integridade do processo administrativo.

O afastamento mantém os juízes afastados de suas funções judiciais enquanto as investigações internas prosseguem, refletindo o compromisso do Tribunal com a disciplina funcional e a ética na magistratura, ainda que com limitações de transparência devido ao caráter confidencial dos procedimentos administrativos.

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