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17 de Junho de 2026
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17 de Junho de 2026

Polícia Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 13:20 - A | A

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 13h:20 - A | A

Falha no sistema

Professora acionou botão do pânico duas vezes antes de ser executada em Cuiabá

Da Redação Olhar Informação 

A rede de proteção falhou? Vítima tinha medida protetiva e histórico de ameaças públicas, mas agressor seguia em liberdade.

O feminicídio da professora Lucieni Naves Corrêa, de 51 anos, ocorrido no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, traz à tona uma pergunta inquietante que ecoa na vizinhança e entre familiares: por que o agressor, Paulo Neves Bispo, de 61 anos, não estava preso?

A vítima não apenas possuía uma medida protetiva, como também havia buscado socorro oficial através do botão do pânico em duas ocasiões distintas. O desfecho trágico revela lacunas críticas na efetividade do monitoramento de agressores com histórico de violência extrema.

O socorro que não evitou a tragédia

De acordo com relatos de Etieny Naves Correa de Almeida, filha da professora, Lucieni vivia sob constante estado de terror. O medo era tão latente que ela solicitou o dispositivo de segurança após sucessivas ameaças de morte.

Na primeira vez em que Lucieni acionou o botão, a polícia militar compareceu ao local. No entanto, o desdobramento daquela ocorrência gera indignação.

"A polícia veio aqui, tirou ele e não o deixou preso", desabafou Etieny à TV Centro América.

A interrupção momentânea da ameaça deu a falsa sensação de segurança, mas manteve Paulo livre para planejar o ataque final. Na segunda vez em que o dispositivo foi acionado, o tempo não foi suficiente. Paulo invadiu a residência e efetuou os disparos que tiraram a vida da professora.

Histórico de agressividade e execução

Paulo Neves Bispo era uma figura conhecida pela violência no bairro. Recentemente, ele havia ameaçado vizinhos utilizando um facão. As intenções criminosas eram, inclusive, declaradas abertamente. "Ele foi na minha casa e falou na minha cara que iria matar ela", afirmou a filha da vítima.

Após assassinar a ex-esposa, Paulo tentou fugir, mas foi perseguido por moradores e por um policial à paisana que passava pelo local. Conforme consta no inquérito policial, o agressor foi atingido e morreu durante a tentativa de fuga no bairro Osmar Cabral.

Análise: A dúvida que fica

O caso levanta um debate urgente sobre os protocolos de prisão após o acionamento do botão do pânico. Se a primeira chamada mobilizou a polícia e comprovou o descumprimento da medida protetiva ou a situação de ameaça, por que o agressor foi apenas retirado do local em vez de ser conduzido em flagrante? Para a família e para a sociedade, o sentimento é de que o sistema de segurança falhou em proteger quem mais precisava.

O Olhar Informação reitera: o silêncio mata, mas a falta de punição acelera o crime. A violência contra a mulher tem que acabar.

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