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20 de Julho de 2026
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Polícia Quinta-feira, 04 de Junho de 2026, 10:50 - A | A

Quinta-feira, 04 de Junho de 2026, 10h:50 - A | A

Terror na Via Pública

Presidente do partido Novo é perseguida por 30 quadras e ameaçada de morte

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Empresária Raquel Mattei e sua filha foram encurraladas por caminhonete em Rondonópolis; "A que ponto chegou a intolerância política?", desabafa a vítima

O cenário político e social em Mato Grosso ganhou um capítulo alarmante de violência e perseguição. A presidente do diretório municipal do partido Novo em Rondonópolis, a empresária Raquel Mattei, de 51 anos, e sua filha mais nova viveram momentos de puro pânico na noite desta quarta-feira (03.06). Elas foram perseguidas de carro por cerca de 4 quilômetros (30 quadras) por um homem em uma caminhonete, em um ataque motivado exclusivamente por intolerância política.

O caso, repleto de manobras perigosas, insultos e ameaças de morte em plena via pública, foi registrado em vídeo pela filha da empresária. O agressor foi identificado como o empresário Carlos Eduardo Caleman, proprietário de uma franquia de chocolates no shopping da cidade. Ele responderá criminalmente por ameaça e injúria.

De acordo com o relato da vítima, o terror começou por volta das 21h07 na Avenida Lions Internacional, em frente ao cemitério da Vila Aurora, quando elas retornavam de um jantar. O motorista da caminhonete emparelhou gesticulando e buzinando de forma agressiva. Ao baixar o vidro pensando se tratar de um alerta mecânico, Raquel foi metralhada com xingamentos e gritos.

A fúria do agressor aumentou quando ele avistou o adesivo do pré-candidato a deputado federal Vinícius Santana (Novo) no porta-malas do veículo de Raquel. A partir daí, iniciou-se uma perseguição implacável de 30 quadras. O homem tentou colidir de propósito contra o carro da empresária várias vezes e chegou a golpear a lataria com um objeto. Devido aos radares de 40 km/h na via, a vítima não pôde acelerar para fugir, prolongando o desespero. "Ele não falava alguma coisa, ele só urrava, gritava e xingava. Foi por intolerância a um adesivo no meu carro", desabafou.

O pesadelo só cessou na portaria do condomínio onde Raquel reside. Mesmo ali, o suspeito continuou com as agressões verbais — usando palavras de baixo calão — e fez ameaças diretas, afirmando que sabia onde ela morava e que a perseguiria até o fim.

Em um detalhe irônico e doloroso, Raquel revelou que, durante a pandemia, ajudou a família do próprio agressor, cedendo espaço em sua loja sem cobrar taxas para que a esposa dele vendesse chocolates. Após o ataque, a esposa do empresário enviou mensagens pedindo desculpas e implorando para que o caso não fosse registrado, temendo prejuízos financeiros.

Diante do perigo real e da gravidade da conduta, Raquel Mattei registrou o Boletim de Ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis. A defesa já solicitou as imagens das câmeras de monitoramento da prefeitura para anexar ao processo. Que a justiça seja feita e o caso não termine em impunidade. O espaço segue aberto para a manifestação do empresário e de sua defesa.

Olhar Informação: Quando a divergência de ideias abandona o debate democrático e se transforma em perseguição física e ameaça à vida, a sociedade cruza uma linha perigosa onde a punição rigorosa passa a ser o único caminho para reestabelecer a ordem.

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